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Subiu para 12 o número de pessoas que morreram contaminadas pela bactéria Escherichia coli na Alemanha, segundo autoridades locais. Onze das vítimas eram mulheres e dez delas moravam em cidades da região norte do país. Mais conhecido por E.coli, o microrganismo teria sido encontrado em pepinos orgânicos importados da Espanha, mas autoridades ainda averiguam a fonte exata da contaminação. O caso ficou conhecido como "pepinos assassinos".

A bactéria causa diarreia e pode provocar a chamada síndrome hemolítica urêmica (HUS, na sigla em inglês), que causa diarreia hemorrágica e danos sérios ao fígado o que, em alguns casos, leva à morte. A presença da E.coli na água ou em alimentos indica que houve contaminação de origem fecal.

A mídia local fala em 1,2 mil pessoas contaminadas, mas o Instituto Robert Koch conta 329 casos de contaminação e três mortes. Não há confirmação oficial do governo alemão a respeito desses números, mas o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças, de Estocolmo (Suécia), descreveu o surto como um dos maiores do mundo, em se tratando de E.coli, e o maior já ocorrido na Alemanha.

O governo alemão montou um gabinete de crise para controlar a disseminação da bactéria. A ministra de Consumo, Ilse Aigner, fará uma reunião de emergência hoje com o ministro de Saúde, Daniel Bahr, assim como representantes dos Estados alemães, para discutir o assunto.

Exportação

A Rússia suspendeu hoje as importações de todos os vegetais da Alemanha e Espanha por causa dos casos de contaminação pela E.coli. "Se a situação não mudar, então suspenderemos todas as importações produtos vegetais europeus", disse o chefe da Agência de Proteção ao Consumidor russa, Gennady Onishchenko, à agência Interfax.

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