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Soldados da Força de Defesa da África do Sul patrulham as ruas enquanto residentes fazem a limpeza de negócios locais que foram saqueados nos tumultos em Joanesburgo, 15 de julho
Soldados da Força de Defesa da África do Sul patrulham as ruas enquanto residentes fazem a limpeza de negócios locais que foram saqueados nos tumultos em Joanesburgo, 15 de julho| Foto: EFE/EPA/KIM LUDBROOK

O governo da África do Sul anunciou nesta quarta-feira que o número total de mortes relacionadas com a onda de distúrbios violentos e saques em massa que ocorreu recentemente no país é de 276, mas que a ordem está sendo mantida.

"A estabilidade continua prevalecendo nas províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal (as duas regiões afetadas pelos distúrbios)", disse Khumbudzo Ntshavheni, ministra em exercício da Presidência da África do Sul, em entrevista coletiva.

Ela afirmou que, apesar da normalização gradual da situação, o governo identificou 61 mortes adicionais relacionadas com o surto de violência, elevando o saldo total de óbitos para 276. Destes, 234 ocorreram em KwaZulu-Natal (leste) e 42 em Gauteng (província onde estão localizadas Joanesburgo e Pretória).

Além disso, a ministra confirmou que quatro pessoas presas por supostamente terem instigado a violência dos últimos dias já compareceram perante os tribunais sul-africanos.

Danos milionários

O governo e os diversos atores sociais continuam avaliando os danos milionários - que incluem extensos danos em shopping centers, fábricas e armazéns, pequenas empresas e até escolas - e os instrumentos de ajuda econômica aos afetados.

As operações policiais também continuam para recuperar os bens roubados, que, segundo o governo, serão usados como prova e depois destruídos, algo que tem causado grande polêmica no país.

Origem dos distúrbios

Esta onda de incidentes violentos começou no último dia 9, inicialmente sob forma de protestos contra a prisão do polêmico ex-presidente Jacob Zuma por desacato judicial ao se recusar repetidamente a testemunhar por corrupção.

Nos dias seguintes, os distúrbios foram replicados em outras áreas - especialmente em Joanesburgo - e se transformaram em uma cascata de motins e saques em massa sem precedentes para a democracia sul-africana, com multidões destruindo shoppings e lojas, queimando edifícios e veículos e fechando estradas e ruas.

O surto de violência foi, portanto, alimentado por problemas sociais pré-existentes, como extrema desigualdade, desemprego, altos níveis de criminalidade geral no país e má gestão da pandemia da Covid-19.

Somente a partir do último dia 14, as autoridades começaram a retomar o controle das áreas afetadas, em grande parte graças ao destacamento de 25 mil soldados para apoiar a polícia.

Segundo o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, os incidentes foram "instigados" e "houve pessoas que planejaram e coordenaram" os atos.

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