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Uma universidade israelense concedeu na terça-feira a um sobrevivente de 85 anos de idade do Holocausto nazista uma restituição por taxas pagas por seu pai em seu nome pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial.

Barukh Kaplan, nascido na Polônia, matriculou-se para estudar química na Universidade Hebraica de Jerusalém em junho de 1939. Pouco antes de Kaplan partir para a Palestina, então governada pela Grã-Bretanha, os nazistas invadiram o território polonês e o sobrevivente fugiu para a União Soviética.

"Meu pai, Yaakov Kaplan, pagou à universidade taxas que me garantiriam dois anos de estudo, e a universidade me enviou um recibo", escreveu Kaplan à instituição de ensino, dois meses atrás. "Eu tinha todos os documentos necessários para imigrar, mas não consegui chegar a Jerusalém."

Kaplan, que acabou se mudando para Israel em 1992, pediu o ressarcimento em meio a uma onda de exigências feitas por sobreviventes do Holocausto, que querem um maior apoio financeiro do governo israelense a fim de pagar gastos cada vez maiores com a saúde e outros setores.

Uma porta-voz da Universidade Hebraica afirmou que a instituição de ensino havia concedido uma restituição completa a Kaplan, como gesto de boa vontade, totalizando 17.044 shekels (3.933 dólares) pelos dois anos de estudo, apesar de não haver registro do pagamento realizado quase 70 anos atrás.

Kaplan lutou pelo Exército Vermelho contra os nazistas por mais de três anos até ser ferido em 1945 e ter uma perna amputada. Ele estudou química na Universidade de Moscou e tornou-se um importante expoente dessa área na União Soviética.

O sobrevivente, que não pôde ser encontrado para falar sobre o caso, afirmou à Universidade Hebraica que usaria o dinheiro da restituição para pagar pelos estudos de uma de suas bisnetas, afirmou a instituição em um comunicado.

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