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Os submarinos inglês HMS Vanguard (esquerda) e o francês Le Triomphant, que colidiram no início do mês: sem risco de vazamentos | Ritchie Harvey/Philippe Huguen/AFP
Os submarinos inglês HMS Vanguard (esquerda) e o francês Le Triomphant, que colidiram no início do mês: sem risco de vazamentos| Foto: Ritchie Harvey/Philippe Huguen/AFP

Londres - Dois submarinos equipados com armas nucleares, um da Grã-Bretanha e outro da França, colidiram no início de fevereiro no fundo do Oceano Atlântico, provocando danos às embarcações, mas sem que houvesse liberação de radioatividade, confirmou ontem uma fonte no governo britânico.

O incidente foi noticiado em primeira mão pelo tabloide inglês The Sun. O funcionário do governo britânico confirmou a colisão, mas exigiu anonimato por tratar-se de assunto delicado. Mais tarde, duas outras fontes confirmaram a colisão: o Ministério da Defesa da França, que admitiu o incidente em nota lacônica, na qual não disse quando e onde ocorreu o acidente, e o almirante britânico Jonathon Band.

O HMS Vanguard, primeiro submarino britânico armado com mísseis Trident com ogivas nucleares, e o submergível francês Le Triomphant, que também levava mísseis nucleares, sofreram danos menores. Nenhum tripulante ficou ferido. Os submarinos estavam em baixa velocidade quando ocorreu a colisão. "Os dois submarinos estavam em velocidade muito baixa quando colidiram" disse mais tarde o almirante britânico Jonathon Band, o mais graduado oficial da Marinha da Grã-Bretanha. Pressionado, ele não quis dar mais informações.

A fonte britânica disse mais cedo que a "capacidade de contenção (do Vanguard) não foi afetada e (a colisão) não comprometeu a segurança nuclear".

O HMS Vanguard, que começou a operar em 1994, é um dos quatro submarinos nucleares britânicos. Cada um deles é capaz de transportar 16 mísseis Trident carregados com ogivas atômicas. O Vanguard tem tripulação de 140 marinheiros.

Já o submarino francês Le Triomphant tem uma tripulação de 111 marinheiros e carrega 15 mísseis com ogivas nucleares.

"Esse é o incidente mais sério envolvendo um submarino nuclear desde o naufrágio do Kursk em 2000. Pela primeira vez desde a Guerra Fria sabemos que dois submarinos com armas nucleares colidiram", disse Kate Hudson, chefe da Campanha Britânica pelo Desarmamento Nuclear.

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