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Pelo menos 25 pessoas foram mortas em uma batalha entre árabes sunitas e islamitas sunitas da Al-Qaeda no norte de Bagdá, no começo desta quinta-feira, informou a polícia.

Policiais e moradores das vilas Sheikh Tamim e Ibrahim Yehia disseram que cerca de 200 atiradores tomaram as ruas pela manhã e executaram três jovens e um líder religioso de uma mesquita local.

A invasão deflagrou confrontos com radicais locais, que mataram 10 agressores. A polícia informou que prendeu 22 suspeitos.

Na quarta-feira, o presidente americano, George W. Bush, disse que é do interesse dos EUA continuar o trabalho de estabilização do Iraque, tendo as modernas democracias do Japão e da Coréia do Sul como modelos. Bush também citou, alertando contra a desocupação do Iraque, o exemplo do surgimento do regime Khmer Vermelho no Camboja e da violência no Vietnã depois que as tropas dos EUA deixaram o país.

O discurso de Bush a veteranos - duramente criticado por analistas e historiadores, que alegam erros de avaliação histórica - foi feito em meio a tensão entre Bush e o premier iraquiano Nuri al-Maliki e prepara terreno para um importante relatório a ser entregue em meados de setembro, que deve mostrar algum progresso na segurança do Iraque, mas pouco avanço na reconciliação política.

Atacantes bombardearam duas vilas

As duas vilas atacadas nesta quinta-feira estão localizadas na província de Diyala, onde soldados americanos caçam membros da Al-Qaeda e outros radicais árabes sunitas que usam a região como plataforma de lançamento de ataques contra Bagdá.

O chefe de polícia de Baquba, general-brigadeiro Ali Delayan, disse que os atacantes bombardearam as duas vilas com morteiros antes da invasão. Eles usaram granadas e reduziram algumas casas a meros entulhos.

Os agressores fizeram cinco mulheres reféns antes de bater em retirada.

O combate é um exemplo da violenta luta pelo poder entre radicais ligados a Al-Qaeda e grupos de árabes sunitas do Iraque que, há apenas alguns meses, estavam lutando lado a lado contra as forças dos Estados Unidos e o governo liderado por xiitas.

A interpretação severa da Al-Qaeda sobre o Islã e sua matança indiscriminada de civis provocaram revoltas em tribos árabes sunitas de províncias do oeste e centro do Iraque, fazendo com que esses grupos se voltassem contra eles.

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