Cinco mortes registradas a bordo de navios de passageiros no Brasil nos últimos dois meses acenderam uma luz de alerta sobre as condições sanitárias em cruzeiros. A primeira delas, no dia 19 de dezembro, não chegou a levantar esse questionamento, já que a estudante de Direito Isabella Negrato, de 20 anos, foi vítima de asfixia por aspiração do próprio vômito, durante um trajeto em Ilhabela, no litoral de São Paulo. Uma colega com quem ela dividia o quarto do navio MSC Opera contou que a jovem havia bebido muito, e o caso levantou polêmica sobre a falta de controle da tripulação sobre uso de drogas entre jovens.
Já no caso da cadeirante Aline Mion Almeida, de 32 anos, morta no dia 5 de janeiro a bordo do MSC Sinfonia, no Recife, foi cogitada intoxicação alimentar, problema que atingiu 380 passageiros. A Vigilância Sanitária de Salvador apurou que o teor de cloro na água servida aos passageiros estava abaixo do normal e a maionese, que deveria estar guardada a menos de 15 °C, era mantida a 22 °C, mas o laudo médico descartou infecção intestinal. Aline era portadora de distrofia muscular degenerativa.
Em um terceiro navio da MSC, o Musica, houve mais uma morte, quatro dias depois. A gaúcha Clony Resende, de 74 anos, fazia o check-out no Porto de Santos quando teria sofrido um enfarte.
No dia 17 de janeiro, o empresário paulista Diego Mendes Oliveira, de 26 anos, morreu a bordo do transatlântico Soberano, da CVC, no litoral do Nordeste. Ele começou a ter febre, acompanhada de vômitos e diarreia, o que levantou suspeitas sobre intoxicação, mas o laudo revelou que a morte fora causada por meningite.
A última vítima foi a mineira Jane Lúcia Alves Botelho, de 58 anos, que morreu em um hospital de Balneário Camboriú após passar mal em um navio da Costa Cruzeiros vindo de Montevidéu, vítima de infecção generalizada.
À semelhança do caso de ontem, um navio das Bahamas encalhou em território antártico da Argentina na semana passada. As 104 pessoas a bordo foram evacuadas.







