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Um juiz militar marcou nesta quarta-feira (27) o julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, considerado mentor dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e de outros três réus. O processo começará em 5 de junho de 2028, segundou informou o portal Axios.
O suposto mentor dos ataques e três seus cúmplices, Ammar al-Baluchi, Walid bin Attash e Mustafa al-Hawsawi, enfrentaram um longo julgamento marcado por inúmeros adiamentos na Base Naval da Baía de Guantánamo até a decisão do Tenente-Coronel Michael Schrama, quase 25 anos após os ataques.
A promotoria havia solicitado que o julgamento começasse em janeiro de 2027, mas o Juiz Schrama determinou que essa não era uma data realista.
Mohamed, um dos líderes da Al Qaeda que foi capturado no Paquistão em 2003, está preso na base militar americana na Baía de Guantánamo desde 2006. Ele é acusado de ter proposto a ideia dos ataques a Osama bin Laden e de ter supervisionado a operação.
Segundo o governo americano, o paquistanês teria assumiu a responsabilidade pelos ataques de 11 de setembro e outros grandes atentados.
"Eu fui responsável pela operação de 11 de setembro, de A a Z'', disse Mohammed, falando por meio de um representante pessoal, de acordo com a transcrição do interrogatório feito por agentes do Pentágono em 2007. "Eu fui o diretor operacional de Osama Bin Laden para organizar, planejar, dar seqüência e executar a operação de 11 de setembro''.
O mentor declarado do 11 de setembro disse ainda ter sido o responsável por um ataque de 1993 ao World Trade Center, além do bombardeio a uma casa noturna em Bali, na Indonésia, e uma tentativa de derrubar dois aviões americanos. O Pentágono também informou na ocasião que o paquistanês admitiu estar por trás da decapitação do jornalista americano Daniel Pearl, do jornal The Wall Street Journal, que estava fazendo reportagem no Paquistão quando foi sequestrado por extremistas islâmicos.
As acusações contra Mohamed, Al Baluchi (também conhecido como Ali Abdul Aziz Ali), Attash, Al Hawsawi e um quarto réu, posteriormente excluído do caso por "incapacidade mental", foram apresentadas inicialmente a uma comissão militar em 2008, sob acusações de terem orquestrado um dos piores ataques terroristas da história dos EUA.
Em julho de 2024, Mohamed e outros dois réus, detidos em Guantánamo, chegaram a um acordo com os promotores militares para se declararem culpados pelo assassinato de 2.976 pessoas em troca de evitar a pena de morte, um acordo que foi posteriormente revogado.
O longo processo foi suspenso por vários anos e reformulado sob novas regras em 2012, quando começaram as audiências preliminares para determinar a data do julgamento. Essas audiências foram adiadas devido a dúvidas sobre a admissibilidade de provas obtidas mediante suposta tortura e a problemas logísticos.




