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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (19) a criação da AI Force, uma força-tarefa para fomentar o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) em seu governo. Segundo ele, a iniciativa é inspirada na Space Force, criada no primeiro mandato para proteger os interesses americanos no espaço.
Trump afirmou ainda que vai nomear "em breve um 'czar' da IA" e que "apenas indivíduos com QI elevado devem se candidatar!". As declarações foram feitas em uma publicação na rede social Truth Social, de sua propriedade.
Na mesma publicação, o presidente americano atribuiu à "esquerda radical" uma suposta campanha para "destruir" o desenvolvimento da IA no país, citando como exemplo o que chamou de "ataques aos nossos data centers".
Presidente reforça IA como "próxima revolução industrial"
O presidente americano, Donald Trump, reforçou na publicação que considera a IA "a próxima revolução industrial", com potencial para representar até 25% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.
Disse também que o país está à frente da China e do restante do mundo no setor e que pretende manter essa liderança.
Donald Trump afirmou que seu governo "não vai, de forma alguma, dificultar ou sufocar" o crescimento do setor de IA, e que pretende "zelar" pela indústria.
Declaração ocorre após Trump chamar críticos da IA de "traidores"
O anúncio da "AI Force" ocorre menos de uma semana após Trump classificar como "conspiracionistas" e "traidores" pessoas que alertam publicamente sobre os riscos da Inteligência Artificial.
Em post na Truth Social publicado na segunda-feira (14), o presidente citou nominalmente o CEO da Anthropic, Dario Amodei, que havia pedido, em artigo publicado dias antes, que o ritmo de desenvolvimento de modelos de IA fosse reduzido e monitorado com rigor. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, manifestaram apoio ao posicionamento de Amodei.
Na ocasião, Trump afirmou que "o único controle ou 'mecanismo de proteção' de que a IA precisa é um presidente forte e inteligente" e disse que seu governo já teria impedido as empresas de IA de fazer "coisas ruins ou potencialmente prejudiciais".
Após os comentários dos executivos do setor, ações de empresas de tecnologia registraram quedas nas bolsas de valores, casos de Hewlett Packard, Intel, SanDisk, Oracle e Nvidia.




