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O presidente dos EUA, Donald Trump, estaria pressionando seus assessores a organizarem uma nova cúpula com o ditador norte-coreano Kim Jong-un ainda neste ano, segundo relatou o jornal The Wall Street Journal nesta quarta-feira (19).
Fontes familiarizadas com o assunto disseram à publicação que o líder da Casa Branca estaria discutindo, em particular, a possibilidade de realizar o encontro durante sua próxima viagem à Ásia, em novembro, coincidindo com a reunião dos líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Shenzhen, na China.
Uma das possíveis intenções de Trump de iniciar um novo diálogo de alto nível com o ditador norte-coreano decorre de sua busca por uma conquista histórica em política externa, especialmente num momento em que a vitória sobre o Irã permanece estagnada.
Ao responder uma repórter na Casa Branca, na segunda-feira, o presidente disse que a Coreia do Norte teria dado um sinal "muito positivo" de aproximação com os EUA, embora não tenha oferecido detalhes sobre o conteúdo dessas comunicações.
No final de semana, o republicano anunciou a redução dos exercícios militares conjunto entre os EUA e a Coreia do Sul, justificando em parte a decisão pelo fato de Seul não ter ajudado na reabertura do Estreito de Ormuz.
O aparente afastamento entre Coreia do Sul e EUA surge ainda em um momento em que a Casa Branca tem reclamado da lentidão na aplicação do acordo comercial firmado no ano passado com Seul, que prevê investimentos de US$ 350 bilhões nos EUA.
Durante seu primeiro mandato, Trump tentou costurar uma diplomacia com a ditadura norte-coreana na tentativa de conter os anseios nucleares de Pyongyang. No entanto, desde então, o programa nuclear norte-coreano apenas se fortaleceu, com o auxílio da Rússia e China. Estima-se que o país asiático possua dezenas de ogivas nucleares.




