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Flórida

Trump “comemora” vitória de socialista em primária nos EUA; entenda

Após ter denunciado a ala socialista dos democratas como uma ameaça comunista, presidente americano ficou satisfeito com a vitória de uma pré-candidata do grupo (Foto: Bonnie Cash/EFE/EPA)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que descreveu como uma ameaça comunista os Socialistas Democráticos da América (DSA, na sigla em inglês), a ala mais à esquerda do Partido Democrata, “comemorou” nesta quarta-feira (19) a vitória de uma integrante do grupo nas primárias da legenda oposicionista na Flórida.

Alexander Vindman, tenente-coronel da reserva do Exército dos Estados Unidos que atuou como diretor de Assuntos Europeus do Conselho de Segurança Nacional (NSC) até 2020, buscava ser o candidato democrata em uma eleição especial em novembro para o Senado americano, para completar o mandato do republicano Marco Rubio, que vai até 2029.

Rubio renunciou ao cargo em janeiro de 2025 para se tornar secretário de Estado na gestão Trump.

Na votação interna dos democratas nesta terça-feira (18), Vindman foi vencido pela deputada estadual Angie Nixon, membro do DSA.

Trump comemorou a derrota de Vindman porque ele é seu desafeto e porque considera que Nixon não terá chance em novembro contra a republicana Ashley Moody, que ocupa interinamente a cadeira de senador que era de Rubio.

“A derrota mais gratificante da noite passada foi a de um sujeito realmente desprezível e traidor, Alexander Vindman, para uma lunática da esquerda radical — alguém que não consegue falar nem pensar direito e que sofrerá uma derrota certa nas mãos de Ashley Moody, uma senadora verdadeiramente fantástica do grande estado da Flórida”, escreveu Trump na rede Truth Social.

“Vindman, se vocês se lembram, foi quem mentiu sobre a minha ‘ligação perfeita’ com o presidente [Volodymyr] Zelensky, da Ucrânia, apenas para descobrirem que a conversa havia sido gravada rotineiramente e provou que eu estava 100% certo (completamente inocente!). Foi, de fato, uma ligação perfeita, e a tentativa de impeachment fajuta dos ‘Dumocratas’ fracassou miseravelmente. Vindman deveria ser processado pelo que fez!”, acrescentou o presidente americano.

Em 2019, no primeiro mandato de Trump, Vindman foi testemunha no primeiro inquérito de impeachment do mandatário no Congresso americano.

O republicano foi acusado de abuso de poder devido a um telefonema com Zelensky no qual pediu ao presidente ucraniano que fossem investigadas as relações de Joe Biden (que derrotaria Trump na eleição de 2020) e do filho deste, Hunter, com a Ucrânia, supostamente em troca da liberação de ajuda militar.

Em dezembro de 2019, a Câmara dos Estados Unidos aprovou o impeachment de Trump. Porém, em fevereiro de 2020, os democratas não conseguiram votos suficientes no Senado e Trump foi absolvido.

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