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EUA x China

Trump diz que Xi concordou em não enviar armas ao Irã; segundo jornal, regime usou satélite chinês na guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da China, Xi Jinping, em encontro na Coreia do Sul em outubro (Foto: Yonhap/EFE)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15) que o ditador da China, Xi Jinping, concordou em não enviar armas para ajudar o Irã na guerra contra os americanos e Israel, atualmente em um cessar-fogo de duas semanas.

O comentário foi feito no mesmo dia em que o jornal britânico Financial Times divulgou uma investigação que apontou que o regime iraniano utilizou um satélite espião chinês para identificar e atacar bases militares americanas no atual conflito.

“A China está muito feliz por eu estar abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também – e pelo mundo. Essa situação jamais se repetirá. Eles concordaram em não enviar armas ao Irã. O presidente Xi me dará um grande e caloroso abraço quando eu chegar lá em algumas semanas”, escreveu Trump na rede Truth Social, mencionando a viagem que fará em breve a Pequim.

“Estamos trabalhando juntos de forma inteligente e muito eficiente! Isso não é melhor do que lutar? Mas lembrem-se, somos muito bons em lutar, se for preciso – muito melhores do que qualquer outro país!”, acrescentou o presidente americano.

Mais cedo, em entrevista à emissora Fox Business, Trump já havia falado sobre o assunto, ao dizer que ele e Xi Jinping trocaram cartas sobre relatos de que a China estaria planejando o envio de armas ao Irã, e que nessa troca de mensagens o ditador chinês lhe garantiu que “não faria isso”.

Na semana passada, a emissora CNN noticiou, com base em informações de serviços de inteligência americanos, que a China está se preparando para enviar novos sistemas de defesa aérea ao Irã nas próximas semanas. A notícia fez Trump ameaçar impor tarifas de 50% às importações do país asiático.

Nesta quarta-feira, o Financial Times informou que o Irã adquiriu secretamente um satélite espião chinês no final de 2024, o que lhe proporcionou uma nova e significativa capacidade para identificar e atacar bases militares americanas na guerra atual no Oriente Médio.

O Financial Times analisou imagens capturadas pelo satélite TEE-01B em março, antes e depois de ataques contra locais na Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Omã e Iraque, que coincidem com ações de vigilância perto das datas dos bombardeios reivindicados pelo Irã contra instalações nesses países.

Esta aquisição, segundo o Financial Times, representou uma melhoria significativa nas capacidades militares do Irã, pois permitiria aprimorar a identificação de aeronaves, veículos e mudanças na infraestrutura.

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