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EUA

Trump retira imposto sobre carne bovina para conter altos preços; Brasil já estava isento

Trump anunciou plano para permitir temporariamente a importação de até 300 mil toneladas métricas de carne moída (Foto: Graeme Sloan / POOL / EFE)

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O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (21) que permitirá temporariamente a importação de até 300 mil toneladas de carne bovina sem impostos, numa tentativa de reduzir o alto custo da carne moída no mercado interno.

Segundo ele, a mercadoria será vendida a um preço até 25% inferior ao atual de mercado.

Trump anunciou "o fechamento de um acordo para reduzir significativamente o preço da carne moída para as famílias trabalhadoras americanas" na Truth Social, onde reclamou que, durante o governo anterior do democrata Joe Biden, o preço desse alimento "disparou na velocidade mais rápida". Ele também indicou que o número de "gado americano diminuiu para o nível mais baixo da história moderna".

"Enquanto trabalhamos para reconstruir esse rebanho bovino e ajudar nossos pecuaristas, pelos próximos 90 dias os EUA permitirão a importação de até 300 mil toneladas de carne moída sem impostos, fora da cota", afirmou.

O líder da Casa Branca afirmou que seu governo tem "o compromisso de que essa carne será vendida a um preço 25% menor do que os preços de mercado atuais".

"Este acordo reduzirá os preços para os americanos e, ao mesmo tempo, permitirá que nosso grande rebanho bovino americano cresça novamente", disse ainda.

Trump não especificou os termos do acordo, quem faz parte dele ou quais países se beneficiarão com a redução das tarifas. O Brasil, por exemplo, estava isento do imposto sobre a carne bovina, desde a imposição do tarifaço sobre diversos produtos brasileiros.

O preço médio nacional da carne moída nos EUA era de cerca de US$ 6,80 por libra (cerca de 450 gramas) em julho passado, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), em grande parte devido à baixa disponibilidade de gado no país.

Desde que retornou ao poder, o republicano travou uma guerra comercial com parceiros comerciais de Washington, impondo tarifas consideradas recíprocas, que posteriormente foram declaradas ilegais na maioria dos casos pela Suprema Corte.

Após esse revés, Trump ordenou uma tarifa global temporária de 10%, que expirou em julho passado. Depois disso, tarifas entre 10% e 12,5% foram aplicadas às importações de 60 economias, sob o argumento de que elas estavam fazendo "esforços insuficientes para combater o trabalho forçado".

No entanto, a carne bovina foi isenta dessa tarifa. Os EUA são o maior consumidor mundial de carne bovina. Brasil, Austrália, Canadá, México, Nova Zelândia e Uruguai foram os maiores fornecedores desse produto para os EUA neste ano.

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