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Zona de influência

Trump diminui ajuda militar para a Europa e Oriente Médio e redireciona US$ 52 milhões à América Latina

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca em agosto. (Foto: AL DRAGO/EFE/EPA/POOL)

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O governo do presidente Donald Trump decidiu retirar US$ 52 milhões (R$ 267,95 milhões, na cotação mais recente) em financiamento militar destinados a países da Europa e do Oriente Médio e transferir os recursos para Panamá, Peru, Equador e Colômbia. A medida faz parte do movimento da Casa Branca para concentrar a política de segurança dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental.

O Departamento de Estado notificou o Congresso americano nesta terça-feira (15) de que recursos anteriormente reservados para Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque serão redirecionados aos quatro países latino-americanos. Eslováquia e Macedônia do Norte integram a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A redistribuição está alinhada à Estratégia de Segurança Nacional divulgada pelo governo Trump. O documento estabelece que os Estados Unidos devem reajustar sua presença militar global para responder às ameaças consideradas mais urgentes no próprio hemisfério, inclusive deslocando atenção e recursos de regiões cuja importância relativa para a segurança americana diminuiu.

A estratégia também determina que Washington fortaleça governos parceiros na América Latina para combater cartéis, reduzir o tráfico de drogas, conter a imigração ilegal e impedir que potências externas ampliem sua presença estratégica na região.

Ao explicar a transferência dos US$ 52 milhões, o Departamento de Estado afirmou, em manifestação reproduzida pela agência Associated Press (AP), que o dinheiro será usado para combater o “narcoterrorismo em nosso quintal” e ajudar a manter a segurança do Canal do Panamá. A pasta acrescentou que os recursos servirão para impedir que adversários estabeleçam posições estratégicas no Hemisfério Ocidental.

Embora a declaração não tenha citado diretamente a China, o governo Trump tem colocado a presença de Pequim e de outros adversários na América Latina entre suas preocupações de segurança no hemisfério. Em janeiro, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington não permitirá que o Hemisfério Ocidental se transforme em base de operações para adversários, concorrentes ou rivais dos Estados Unidos.

A Casa Branca também formalizou neste ano uma política de maior atuação militar contra cartéis na região. Em março, Trump determinou que os Estados Unidos ampliem a cooperação com forças de países parceiros e mantenham ameaças externas afastadas do Hemisfério Ocidental.

Os recursos transferidos fazem parte do programa Foreign Military Financing (FMF), administrado pelo Departamento de Estado e executado pelo Departamento de Guerra. O mecanismo financia a aquisição, por países aliados e parceiros, de equipamentos, serviços e treinamento militar americanos. Portanto, não se trata apenas de dinheiro entregue diretamente aos governos beneficiados.

A decisão não elimina toda a assistência militar destinada a Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque. Segundo o Departamento de Estado, os quatro países continuarão recebendo financiamento, embora o governo americano não tenha informado quanto permanecerá destinado a cada um deles.

O redirecionamento ocorre após Rubio visitar Colômbia, Equador e Peru na semana passada, quando discutiu o fortalecimento da cooperação de segurança com os governos da região.

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