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A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira (12) um relatório que apontou que julho foi o mês mais fatal para civis na Ucrânia desde maio de 2022, poucos meses após o início da invasão russa.
Segundo o documento, pelo menos 437 civis foram mortos e 2.610 ficaram feridos na Ucrânia devido ao conflito no mês passado, um aumento de 30% no número de vítimas em relação a junho e de 70% na comparação com julho de 2025. O número de civis mortos em julho foi o mais alto desde maio de 2022.
O número de crianças vítimas (17 mortas; 166 feridas) foi o mais alto desde abril de 2022, de acordo com a ONU.
Segundo o relatório, o número de vítimas civis decorrentes de bombardeios aéreos (105 mortos; 753 feridos) aumentou 143% em comparação com junho, e as vítimas civis por drones de curto alcance perto da linha de frente atingiram o nível mensal mais alto desde 24 de fevereiro de 2022, dia em que a guerra começou.
A missão da ONU afirmou que, desde o início do conflito, 16.874 civis foram mortos na Ucrânia e 51.273 ficaram feridos.
A Rússia tem se concentrado em alvos civis para quebrar o moral ucraniano e forçar Kiev a se render, o que tem aumentado os números de mortos e feridos.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem cobrado o mandatário americano, Donald Trump, para que conceda a licença para que os ucranianos fabriquem sistemas de defesa antiaérea Patriot. O presidente americano sinalizou em julho que concederia essa permissão, mas depois manifestou dúvidas sobre a questão.
Em entrevista na quarta-feira à emissora americana CNN, Zelensky pediu que os Estados Unidos pelo menos vendam mais mísseis do sistema Patriot à Ucrânia.
“Este ano, temos duas vezes e meia menos interceptadores do que tínhamos em 2025. A Rússia tem duas vezes mais mísseis balísticos por mês do que tinha antes”, disse o presidente ucraniano.
Zelensky afirmou que a Ucrânia tem hoje apenas 1% dos mísseis interceptadores dos estoques americanos do Patriot. “Se os EUA nos venderem 5%, passaremos pelo inverno e salvaremos vidas. Se puderem nos vender 10%, destruiremos todos os mísseis balísticos dos russos”, disse.







