
O novo telescópio espacial da Nasa, batizado de Wise (sigla em inglês para "explorador grande angular de pesquisa infravermelha"), deverá ajudar a obter imagens em alta resolução de partes do Universo normalmente indisponíveis à luz visível. O equipamento dispõe de lentes capazes de detectar luz infravermelha.
O Wise ficará circulando em volta da Terra ao longo dos polos para fazer um mapa completo do universo, detectando galáxias longínquas, estrelas frias demais para que sua luz seja captada com precisão por outros telescópios e até asteroides escuros, escondidos nas profundezas do Sistema Solar, de onde podem surgir "repentinamente" para se chocar com a Terra
"Nós vamos descobrir milhões de objetos que nunca foram vistos antes. Os olhos do Wise representam uma melhoria enorme em relação aos mapeamentos de infravermelho já feitos até hoje," disse Edward Wright, cientista chefe da missão.
Luz infravermelha
A luz visível é apenas uma fatia do "arco-íris" eletromagnético do universo. A luz infravermelha, que os sensores biológicos humanos, também conhecidos como olhos, não conseguem detectar, tem comprimentos de onda mais longos e é excelente para enxergar objetos que são muito frios, empoeirados ou que estejam longe demais da Terra.
Mas não é só o que está muito distante que interessa. Asteroides circulando pelo Sistema Solar, escuros e frios, indetectáveis pelos telescópios ópticos, poderão ser descobertos, ampliando o monitoramento dos objetos com possibilidades de colisão com a Terra.
O lançamento do Wise estava previsto para ontem (à noite no Brasil), na base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia.
Hubble
O telescópio Hubble localizou as galáxias mais antigas já vistas no Universo, com o auxílio da nova câmera infravermelha instalada recentemente por astronautas da Nasa, revelaram nesta ontem cientistas britânicos.
Na imagem divulgada, os objetos com luz mais fraca e vermelha são galáxias que se formaram na "infância" do Universo, 600 milhões de anos após o Big Bang, que teria ocorrido há 13,7 bilhões de anos.
Assim, estes objetos estariam localizados por volta de 13,1 bilhões de anos-luz da Terra.







