
Governantes da América do Sul decidiram ontem criar um fundo de aproximadamente US$ 300 milhões para ajudar em médio prazo na reconstrução do Haiti, num processo a ser liderado pelo governo do próprio país, devastado por um terremoto em janeiro.
A cúpula em Quito, com a presença de 4 dos 12 presidentes do União de Nações Sul-Americanas (Unasul), marcou a retomada dos contatos entre os presidentes do Equador e da Colômbia, depois de um rompimento de relações em 2008.
O presidente haitiano, René Préval, participou do evento como convidado especial e disse que as principais necessidades do seu país são nos setores de infraestrutura e saúde.
Os líderes da Unasul decidiram pedir um crédito de US$ 200 milhões ao Banco Interamericano de Desenvolvimento para investir nessas áreas. O BID já deu seu aval a esse empréstimo, que seria pago pelos países membros do grupo regional em 20 anos. Além disso, os países criariam um fundo adicional de cerca de US$ 100 milhões.
Remédios
A Organização Mundial de Saúde (OMS) suspendeu ontem o repasse de remédios gratuitos a clínicas particulares e ONGs do Haiti que, conforme denúncias, têm cobrado dos pacientes. "Só os hospitais públicos vão continuar recebendo os medicamentos", disse a porta-voz da OMS, Marie-Agnès Heine.







