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O bloco regional Unasul poderá morrer ao ficar sob a presidência do Equador num momento em que Quito tem graves atritos com a Colômbia, disse na terça-feira o vice-presidente colombiano, Francisco Santos.

Ele afirmou que o Equador deveria ter rejeitado a presidência temporária da União de Nações Sul-Americanas, a exemplo do que fez Bogotá, por não manter boas relações com outros países do bloco.

A Colômbia tem sido criticada devido a sua estreita cooperação militar com os EUA, numa região dominada por governos esquerdistas mais ou menos moderados.

"Quando cabia ao governo colombiano a presidência temporária da Unasul, o governo colombiano, precisamente pelos problemas que tinha com seus vizinhos, disse: 'Olha, nós não podemos assumir a presidência temporária'", disse Santos a jornalistas.

"Pensamos que outros países iriam atuar da mesma maneira, não foi assim e é lamentável, porque isso pode fazer que uma ideia muito boa como a Unasul não surja e morra, e seria lamentável se perdêssemos esse cenário", acrescentou.

O Equador receberá no próximo 10 de agosto a presidência da Unasul das mãos do Chile, e durante um ano na presidência terá de lidar com disputas entre vários governos, inclusive do próprio Equador e da aliada Venezuela contra a Colômbia, envolvendo principalmente fatos relativos à guerrilha colombiana.

Fontes da chancelaria colombiana informaram na semana passada que Uribe e seu chanceler, Jaime Bermúdez, não irão à próxima reunião da Unasul.

Quito rompeu relações com Bogotá em março de 2008, por causa de um bombardeio colombiano contra um acampamento da guerrilha Farc em território equatoriano.

Mais recentemente, houve um novo atrito por causa de um vídeo em que um comandante militar das Farc admitia ajuda financeira na campanha eleitoral que levou Rafael Correa à presidência do Equador. Dias depois, a guerrilha negou a veracidade da gravação.

Na semana passada, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, congelou as relações com o governo de Uribe depois que o governo colombiano afirmou ter apreendido foguetes que a Suécia vendeu há duas décadas para a Venezuela, e que Caracas agora estaria desviando para as Farc.

Vários governos latino-americanos, como os de Brasil, Chile, Nicarágua, Bolívia, Equador e Venezuela, manifestam preocupação com um novo acordo militar que está sendo negociado entre Colômbia e EUA. Uribe prepara uma viagem pela região para tentar explicar essa aliança a seus vizinhos.

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