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Presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou| Foto: Walter Paciello/Presidência do Uruguai

O Uruguai anunciou nesta quarta-feira (7), durante a reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) realizada por teleconferência, que iniciará conversas com países de fora do Mercosul para negociar acordos comerciais, o que até agora é vetado pelo bloco.

"A posição do ministro das Relações Exteriores (Francisco Bustillo) e da ministra de Economia e Finanças (Azucena Arbeleche) foi defender a modernização do bloco através de uma agenda substantiva, ágil, dinâmica, flexível e permanente de negociações externas", pronunciou-se o governo uruguaio através de um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.

Na nota, o Uruguai disse entender que a decisão 32/00, que proíbe a assinatura individual de acordos por partes dos países membros, não está em vigor porque "nunca foi internalizada".

O Paraguai, por sua vez, defendeu as negociações conjuntas do Mercosul com países de fora do grupo e com outros blocos. O ministro das Relações Exteriores paraguaio, Euclides Acevedo, apelou durante a reunião do CMC para as regras fundadoras do bloco e os objetivos estabelecidos no Tratado de Assunção, assinado há 30 anos. Ele também frisou a importância de que as decisões dentro do Mercocul sejam tomadas por consenso.

Segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, que encerra seu período na presidência rotativa do bloco, a reunião do CMC teve participação do chanceler do país, Felipe Solá, além do brasileiro Carlos Alberto França, o paraguaio Euclides Acevedo e o uruguaio Francisco Bustillo. O chanceler da Bolívia, Rogelio Mayta, também participou na condição de convidado e por seu país estar em processo de adesão ao grupo.

Encontro de presidentes

Nesta quinta-feira será realizada, também virtualmente, a Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, Países Associados e Convidados Especiais, na qual a Argentina fará a transferência oficial da presidência bianual para o Brasil. A reunião debaterá, entre outras questões, a estratégia comercial do bloco, que gerou fortes divergências internas nos últimos meses.

Tanto o anfitrião, o presidente argentino Alberto Fernández, como Jair Bolsonaro, Mario Abdo Benítez (Paraguai), e Luis Lacalle Pou (Uruguai) vão discursar.

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