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Novo líder

Vencedor no México diz que não há prova de fraude em sua eleição

Enrique Peña Nieto, presidente eleito do México

Desfile da Gucci na Semana de Moda de Milão | REUTERS/Alessandro Garofalo
Desfile da Gucci na Semana de Moda de Milão (Foto: REUTERS/Alessandro Garofalo)

Aos 46 anos, o presidente eleito do Mé­­xico, Enrique Peña Nieto, não está preocupado com as acusações de fraude eleitoral feitas por alas da esquerda. O político do Partido Revolucionário Institucional (PRI) defende o diálogo com a oposição visando às reformas estruturais a partir de 1.º de dezembro, quando tomará posse. Em visita ao Brasil, ele conversou ontem com a Agência O Globo, após se reunir com a presidente Dilma Rousseff.

O senhor disse que pretende realizar reformas, especialmente na área­­ tra­­balhis­­ta. Como conse­­guir esse objetivo num país que tem sindica­­tos tão fortes? O fato de O PRI não ter maioria no Congresso mexicano não seria um obstáculo?

Há um bom clima polí­­tico no meu país. Um ma­­ior ambiente de civilidade e amadurecimento em todas as esferas políticas, na direita e na esquerda. Todos estão interessados em dar sua contribuição para as reformas estruturais que o país ne­­cessita.

As eleições terminaram de maneira complicada,­­ com acusações de fraude e compra de votos, prin­­cipalmente por parte de seu adversário, López Obra­­­­­­dor. Como o senhor li­­­­­­­­da com essas acusações? Ha­­­­verá algum problema­­ de­­­­ ­­le­­gitimidade, como en­­­­­­frenta até hoje o atual­­ pre­­si­­dente, Felipe Cal­­de­­rón?

Vejo um clima completamen­­te distinto. A eleição foi um­­ processo exemplar e não há provas e elementos que demonstrem que houve fraude. A Justiça eleitoral reafir­­mou a validez da votação e estamos todos convencidos de que o momento é de empreendermos um novo caminho, que é o da modernização e das reformas estruturais.

O México passa por momentos difíceis, por causa do crime organizado. Qual o primeiro passo para combater as organizações criminosas?

O tema segurança não é privativo do México. Faz parte da região e, para os mexicanos, é prioritário e sensível. Faremos ajustes na estratégia em vigor. Vamos buscar maior colaboração entre os vários níveis de governo, contratar mais pessoas para a segurança pública e fazer uso maior da inteligência para combater de maneira focada as organizações criminosas.

O México resolveria isso sozinho ou contaria com a aju­­­­da de parceiros, como os­­ Es­­tados Unidos?

Estou aberto a toda forma­­ de­­ apoio. Um tema tão ­­im­­­­­­por­­tante deve levar­­ em­­ con­­ta­­ a colaboração com o esfor­­ço do nosso go­­verno nes­­sa matéria, sem­­­­ perdemos­­ nossa­­ sobe­­rania.

Nos últimos anos, o Méxi­­co tem se distanciado de governos tidos como de esquerda e estado mais próximo dos EUA. Como será sua relação como os presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Rafael Correa (Equador) e Cristina Kirch­­ner (Argentina)?

Quero construir uma rela­­ção de diálogo e respeito­­ com todos os presidentes da América Latina e do Caribe. Estou disposto a dar maior atenção a esses países e firmar acordos, sempre com res­­peito à soberania dos po­­vos. Tendo isso como premis­­sa, interessa-me ter uma relação cordial, respeitosa e construtiva. O fato de minha primeira viagem ao exterior como presidente eleito ser a América Latina deixa claro qual será minha prioridade.

Como México e Brasil po­­­­­­­­dem trabalhar juntos sem­­­­ disputar a liderança­­ na­­ região?

Somos as duas economias mais importantes da região e, em vez de competirmos entre nós, devemos buscar a cooperação, a complementariedade e tomarmos decisões conjuntas nos fóruns e organismos multilaterais.

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