i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
preocupação

Venezuela registra o maior aumento de casos de malária no mundo e ameaça Brasil

Os últimos dados apontam para mais de 400 mil casos da doença no país liderado por Nicolás Maduro. Essa realidade já é uma ameaça ao território brasileiro, diante do fluxo de migrantes para cá

    • Genebra
    • Estadão Conteúdo
    • 24/04/2018 15:27
    Refugiados venezuelanos esperam em fila para conseguir comida de voluntários na praça Simón Bolívar, em Boa Vista, Roraima, Brasil | MAURO PIMENTEL/
AFP
    Refugiados venezuelanos esperam em fila para conseguir comida de voluntários na praça Simón Bolívar, em Boa Vista, Roraima, Brasil| Foto: MAURO PIMENTEL/ AFP

    Diante do colapso do sistema de saúde e da falta de campanhas de prevenção, a Venezuela registra o maior aumento porcentual de casos de malária no mundo. Dados publicados nesta terça-feira (24) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, em 2017, mais de 400 mil casos foram registrados no país, quase dez vezes mais que no início da década. Para a entidade, essa realidade já é uma ameaça ao Brasil, diante do fluxo de refugiados e imigrantes que poderia provocar uma nova onda de transmissão.  

    A tendência de alta na malária é uma realidade em diversas partes do mundo, mas a situação venezuelana chama a atenção. "O aumento é real e muito preocupante", disse Pedro Alonso, diretor da OMS para o Combate à Malária.  

    Leia também:  Migração venezuelana tem números similares aos da crise no Mediterrâneo

    Em sua avaliação, houve uma redução importante nas campanhas contra a malária, o que permitiu o salto no número de casos. "Nos anos 1950, quando a OMS lançou suas primeiras campanhas, a Venezuela foi o primeiro país a conseguir que regiões inteiras fossem declaradas livres da doença", disse. "Hoje, porém, é o local com maior aumento em todo o mundo", lamentou, sem dar detalhes sobre o restante dos países.  

    Em 2010, o país havia registrado 45 mil casos de malária. Em 2016, a taxa já era de 240 mil. Contudo, nem a OMS acreditou nos dados oficiais fornecidos por Caracas e estima que existiam 300 mil casos. Agora, para 2017, os dados preliminares apontam para 406 mil. 

    Os números oficiais de mortes também não são considerados confiáveis. A Venezuela informou à OMS que registrou apenas um caso em 2016. Mas a entidade estima que as mortes chegam a 280. 

    Transmissão

    Para a agência de Saúde da ONU, o risco é de que esses casos voltem a afetar zonas brasileiras que tinham conseguido se livrar ou reduzir de forma dramática a malária. "Estamos vendo, de fato e por causa do movimento de pessoas, casos de venezuelanos com malária no Brasil. Mas também na Colômbia", disse Alonso. "O risco é de que essas pessoas não sejam diagnosticadas e que possa haver uma nova onda de transmissão no Brasil", alertou.  

    Para ele, a nova realidade exigirá que os governos vizinhos à Venezuela trabalhem para conter a onda e de forma gratuita. "Não há nada mais perigoso que um paciente sem tratamento", disse.  

    Leia também:  Um silêncio desesperador tomou conta da zona industrial venezuelana

    Enquanto os casos venezuelanos explodem, o Brasil registrou nos últimos seis anos uma queda. Eles passaram de 334 mil em 2010 para 129 mil em 2016. Alonso, porém, diz ainda não ter os números finais de 2017 para o Brasil.  

    No restante do mundo, a OMS também aponta para o fim do progresso no combate à malária. "Precisamos de US$ 5,5 bilhões por ano para erradicar a doença. Mas temos apenas metade disso", lamentou. "Os investimentos contra malária ficaram estagnados nos últimos cinco anos, o que significa que não há mais progresso e há aumento de casos", completou.  

    Em números absolutos, todos os países com maiores índices de casos - como Uganda, Moçambique e outros países africanos - registraram uma alta na malária em 2017.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]
    • Tudo sobre:

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.