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Com 389 presos políticos na Venezuela, Trump diz que país está “feliz”: “Sorrisos no rosto”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, volta à Casa Branca nesta terça-feira (23), após viagem à Pensilvânia (Foto: ALLISON ROBBERT/EFE/EPA)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (23) que o povo da Venezuela está “feliz” devido à parceria de Washington com a ditadura da chavista Delcy Rodríguez.

“Já trouxemos milhões de barris de petróleo [da Venezuela] e estamos nos dando muito bem. As pessoas que estão administrando lá são nossas aliadas, ótimas pessoas, e o povo está feliz no país. Eles têm sorrisos no rosto. Estavam miseráveis, estavam passando fome”, disse o presidente americano, em um evento com trabalhadores no estado da Pensilvânia.

“Eles têm muito petróleo sob aquele solo. Sabe como se encontra petróleo na Venezuela? Basta olhar para o chão. Você verá o petróleo borbulhando. Eles têm tanto petróleo que não sabem o que fazer com ele. Mas eles tinham um sistema ruim. Estão ganhando mais dinheiro agora para o país do que jamais ganharam antes. E nós também estamos ganhando muito dinheiro”, acrescentou Trump.

Nesta semana, o Banco Central da Venezuela relatou um aumento de 21,5% nas receitas com exportações de petróleo do país no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025.

Porém, a Venezuela ainda tem 389 presos políticos, segundo o balanço mais recente da ONG Foro Penal.

Pressionado pelos Estados Unidos, o regime chavista tem anunciado a soltura de presos políticos desde a captura do então ditador Nicolás Maduro em uma operação militar americana em janeiro e até aprovou uma Lei de Anistia, embora no final de abril sua substituta, Delcy Rodríguez, tenha afirmado que ela “chegou ao fim”.

Desde janeiro, o chavismo relatou que anistiou mais de 8,5 mil pessoas, embora a grande maioria delas já estivesse em liberdade condicional.

Desde que Rodríguez se tornou ditadora interina da Venezuela, o regime chavista tem se aproximado dos Estados Unidos (com quem restabeleceu relações diplomáticas e fez uma parceria de longo prazo na área de energia) e recebido elogios de Trump, que se recusou a apoiar a líder oposicionista María Corina Machado para comandar a Venezuela, alegando que ela não teria o apoio necessário dentro do país.

No início de abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA retirou o nome de Rodríguez da sua lista de alvos de sanções econômicas, onde ela estava desde 2018 devido a acusações de corrupção e violações de direitos humanos.

Em maio, uma reportagem veiculada pela Associated Press informou que o governo Trump teria instruído procuradores do Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês) em Miami a evitarem prosseguir com investigações criminais contra a ditadora interina da Venezuela. Por ora, não há previsão de eleições na Venezuela.

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