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Manifestantes pró-aborto invadiram uma missa na manhã de domingo (8), na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, pouco antes do momento da Comunhão
Manifestantes pró-aborto invadiram uma missa na manhã de domingo (8), na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, pouco antes do momento da Comunhão| Foto: Reprodução Twitter

Manifestantes pró-aborto invadiram uma missa na manhã deste domingo (8), na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, pouco antes do momento da Comunhão. Vídeos nas redes sociais mostram as mulheres com vestidos vermelhos com capuz e chapéu branco, trazendo uma enorme faixa verde e causando confusão durante a celebração, antes de serem retiradas da igreja.

Muito usado pelas ativistas pró-aborto, os trajes são uma referência às “aias”, mulheres férteis que tinham a função de procriar no romance “The Handmaid’s Tale”, de Margaret Atwood, de 1985. O livro deu origem à série homônima, que mostra um futuro distópico em que os Estados Unidos foram dominados pelo fundamentalismo religioso cristão. A história tem sido evocada em protestos pró-aborto, como uma maneira de alegar que os religiosos querem controlar o corpo das mulheres.

Ataques a igrejas eram esperados para o fim de semana do Dia das Mães, depois que o grupo abortista Ruth Sent Us (Ruth nos enviou, em referência à juíza Ruth Bader Ginsburg, falecida em 2020) ameaçou interromper missas, em resposta ao vazamento do documento da Suprema Corte, antecipando uma derrubada histórica da decisão Roe vs Wade, de 1973. Neste sábado (7), pelo Twitter, o grupo afirmou que estaria “queimando a Eucaristia”.

As ações demonstram que a motivação do grupo pode ir além de lutar por um “direito”. Isso porque, se a jurisprudência Roe vs Wade for mesmo revogada, os estados americanos poderão continuar decidindo suas leis sobre aborto. A Califórnia, território mais populoso dos EUA com 39 milhões de habitantes, onde o protesto aconteceu, é um dos estados mais permissivos em relação ao tema. O governador Gavin Newsom prometeu, inclusive, transformá-la em um “santuário” para mulheres nos Estados Unidos que não podem ter acesso ao aborto em seus estados.

A Gazeta do Povo tentou contato com a Arquidiocese de Los Angeles, para comentar a invasão da Catedral Nossa Senhora dos Anjos no domingo, mas não obteve retorno.

Paróquias ameaçadas

Pelo menos duas igrejas católicas (a de São José e a de São Pedro) localizadas no Capitólio, em Washington, teriam solicitado maior presença policial, temendo invasões na manhã do domingo, segundo o site de notícias PJ Media.

No sábado, manifestantes pró-aborto insultaram um padre e tentaram impedir a entrada da Catedral Velha de São Patrício, em Nova York. “Graças a Deus pelo aborto”, gritavam os ativistas. A polícia local interrompeu uma procissão pró-vida que ocorre todo primeiro sábado do mês, por questões de segurança. O relato foi feito pela colunista Kathryn Jean Lopez, da National Review.

Ela conta que, do lado de fora da catedral, uma mulher de maiô branco, com uma barriga simulando uma gravidez e bonecas anexadas, representando os bebês que estava abortando, gritava: “Deus matou o filho dele, por que não posso matar o meu?”. “Ajude-me a abortar meus bebês”, ela provocava, dançando em volta da igreja.


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