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O ditador chinês, Xi Jinping, ofereceu neste domingo (13) o apoio da China para acelerar o desenvolvimento tecnológico e industrial dos países que integram o Brics, com ênfase especial na inteligência artificial (IA), uma área cujo domínio é objeto de uma disputa acirrada com os Estados Unidos.
Xi apresentou a proposta durante seu discurso na segunda e última sessão da cúpula de líderes do Brics, realizada neste fim de semana em Nova Délhi, onde o líder autoritário chinês propôs cinco iniciativas de cooperação para impulsionar o crescimento do chamado Sul Global nas áreas de IA, comércio e investimento, indústria digital, manufatura inteligente e desenvolvimento de talentos, segundo a agência de notícias oficial "Xinhua".
Entre as propostas do líder da segunda maior economia do mundo, destacam-se a de ajudar os países do bloco a implementar modelos de linguagem aberta que permitam estabelecer uma zona de IA “aberta e inclusiva” para os Brics, construir fábricas inteligentes, habilitar uma plataforma em nuvem para a indústria digital dos membros do bloco e formar jovens talentos em inovação e tecnologia avançada.
Segundo Xi, o 15º Plano Quinquenal aprovado neste ano não é apenas o roteiro para o desenvolvimento da China, mas também “uma lista de oportunidades de cooperação para o mundo”, com a qual o gigante asiático continuará promovendo “o desenvolvimento de alta qualidade”, a abertura de alto nível, a iniciativa das Novas Rotas da Seda e “criando prosperidade junto com outros países do mundo”.
Nessa mesma sessão, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, havia advertido que o uso da tecnologia e de minerais críticos como armas geopolíticas pode abalar a coesão do bloco, em plena corrida pelo desenvolvimento tecnológico mundial.
Ditador chinês critica protecionismo antes de viagem aos EUA
Por outro lado, e assim como já havia feito em seu discurso no primeiro dia da cúpula, o líder chinês voltou a pedir ao bloco e ao Sul Global que se unissem em torno do multilateralismo, da autoridade e do papel das Nações Unidas, bem como da reforma das instituições multilaterais para torná-las mais eficientes, entre elas a Organização Mundial do Comércio (OMC), “na direção correta”. A declaração precede a visita que Xi fará aos Estados Unidos nos próximos dias. O encontro com o presidente americano Donald Trump está marcado para o dia 24 de setembro.
Ele também afirmou que os Brics, e sobretudo as maiores economias do grupo, devem manter as cadeias de abastecimento estáveis e sem obstáculos, bem como promover a integração dos mercados.
“Um mundo sem regras é como um cruzamento sem semáforos, onde o caos e a desordem seriam inevitáveis”, afirmou Xi, que defendeu que as regras globais sejam estabelecidas por consenso comum e aplicadas com igualdade e sem dois pesos e duas medidas.
No ano que vem, a China assumirá da Índia a presidência do Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Indonésia.
Esta foi a primeira viagem de Xi à Índia em sete anos, uma visita que incluiu um encontro com Modi e que representa um novo passo na normalização das relações bilaterais iniciada em 2024.
Com informações da EFE.



