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Dizem que a política pode ser fatal. Para um número alarmante de norte-americanos de esquerda, esse ditado parece ser levado ao pé da letra.
Uma nova pesquisa do Center for Strategic Politics, de orientação progressista, indica até onde alguns eleitores democratas estão dispostos a ir para ver o presidente Donald Trump fora do poder. Ou, como os pesquisadores disseram de forma um tanto discreta, “os democratas querem Trump fora por (quase) todos os meios necessários”.
A pesquisa com 683 eleitores democratas revelou reações extremamente positivas à possibilidade de Trump ser destituído do cargo por meio de impeachment e condenação, ou removido com base na 25ª Emenda, com 87% e 84%, respectivamente. De forma muito mais preocupante, 59% afirmaram que reagiriam positivamente se os líderes militares removessem Trump e assumissem o controle do governo, enquanto 55% disseram o mesmo se ele simplesmente morresse enquanto dormia.
O único meio de destituição que não recebeu apoio da maioria dos democratas foi o assassinato, embora quase um terço dos democratas reagisse positivamente à notícia de que Trump havia sido morto em um comício.
Aparentemente, proteger a democracia agora inclui o uso ocasional de juntas militares.
As conclusões do Center for Strategic Politics também corroboram pesquisas preocupantes divulgadas mais de um ano antes pelo Instituto de Pesquisa de Contágio em Rede e pela Universidade Rutgers. Em abril de 2025, os pesquisadores descobriram que 55,2% dos entrevistados que se identificaram como de centro-esquerda disseram que assassinar Trump seria, pelo menos em parte, justificável. Quase 49% disseram o mesmo sobre Elon Musk, enquanto cerca de 58% afirmaram que destruir uma concessionária da Tesla em protesto seria, pelo menos em parte, aceitável.
Esses números já eram alarmantes por si só, mas, cinco meses depois, o assassinato de Charlie Kirk, fundador do Turning Point USA, deu à pesquisa uma dimensão muito mais visceral.
Kirk foi morto a tiros enquanto discursava na Universidade Utah Valley, participando do debate acalorado que tanto apreciava. Os promotores alegam que o assassino o escolheu como alvo por causa de suas crenças políticas e religiosas, embora a reação online ao assassinato de Kirk tenha revelado uma razão muito mais provável.
As redes sociais rapidamente se encheram de publicações comemorando a morte de Kirk, zombando de sua viúva e argumentando que Kirk mereceu o que lhe aconteceu
A maioria, senão todos, desses vídeos permanece online, com centenas de milhares de comentários reforçando a ideia de que um homem mereceu ser assassinado na frente de sua esposa e filhos por causa de suas crenças políticas.
Uma pesquisa da YouGov realizada após o assassinato de Kirk reforçou a visão abominável da esquerda sobre a violência política, relatando que 16% dos liberais disseram que geralmente ou sempre era aceitável se alegrar com a morte de uma figura pública à qual se opunham. Entre aqueles que se identificavam como “muito liberais”, esse número subiu para 24%. Os conservadores registraram apenas 4%.
A violência política começa quando a violência contra oponentes políticos se torna um meme ou passa a ser considerada moralmente permissível, desde que o alvo seja suficientemente odiado. Ela termina com uma bala no pescoço, após a qual os democratas dançam sobre o túmulo da pobre alma.
Os democratas conseguem cultivar uma cultura de violência política com tanta eficácia porque tanto os institucionalistas, representados por autoridades eleitas, quanto as tropas de choque da Antifa, que eles aceitam tacitamente, fomentaram uma cultura de repressão política.
Na minha cidade natal, Portland, Oregon, vândalos violentos passaram o verão de 2020 saqueando prédios e lançando coquetéis molotov contra um tribunal federal em nome da justiça social.
Em 2026, a violência política continua, agora direcionada principalmente às autoridades federais de imigração. Os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) enfrentam não apenas resistência burocrática de autoridades municipais, mas também multidões violentas; moradores de Portland tentaram construir aríetes para invadir a sede do ICE.
E o que acontece quando as forças da lei se cansam e agem para conter a carnificina? Os manifestantes são libertados sob fiança pelos políticos democratas eleitos, que juram não apoiar a violência política.
A ex-vice-presidente Kamala Harris foi criticada por conservadores quando incentivou as pessoas a apoiarem o Minnesota Freedom Fund, um fundo de arrecadação de fundos usado para libertar criminosos violentos e saqueadores durante os protestos do movimento Black Lives Matter em 2020. “Se você puder, contribua agora para o @MNFreedomFund para ajudar a pagar a fiança daqueles que estão protestando em Minnesota”, publicou Harris no Twitter, agora inativo.
Quando um número significativo de entrevistados democratas em pesquisas de opinião diz que apoiaria um golpe militar ou o assassinato do presidente, há uma profunda corrupção em curso.
A violência política prospera com base em permissão, seja ela explícita ou implícita. Enquanto os democratas passaram a maior parte da última década alertando que a democracia americana está ameaçada por Trump e pela direita, essa estrutura de permissão reside inteiramente na esquerda.
Não se pode salvar a democracia comemorando a remoção de seus oponentes políticos. Na verdade, é assim que as democracias morrem.
Douglas Blair é o gerente de imprensa da Heritage Action.
©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: The Left Has a Political Violence Problem



