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Por meio da Resolução n.º 26 de agosto de 2018, foi divulgado o Regulamento Eleitoral da primeira diretoria executiva, dos conselheiros regionais e dos respectivos suplentes dos Conselhos Regionais dos Técnicos Industriais.

Com essa normativa mais um passo foi dado para que os técnicos industriais passem a ter um órgão de representatividade especificamente para sua classe, uma vez que até então essa representatividade acontecia através dos Conselhos Regionais de Engenharia.

Conselhos devem resguardar e regular o exercício profissional dos seus representados, refletindo seus interesses gerais e individuais, alinhando as expectativas da sociedade com a entrega realizada pelos profissionais. Além dos desafios de um início de estruturação de um órgão regulador e fiscalizador, acreditamos que buscar a valorização desses profissionais, bem como conscientizar o mercado da importância dos técnicos, será o balizador dos novos desafios.

Uma qualificação técnica adequada pode auxiliar trabalhadores desempregados a se prepararem para novos empregos nos setores em expansão

Relatório econômico da OECD divulgado em 2018 afirma que “os efeitos dos subsídios ao emprego tendem a ter vida curta. Assim, deslocar os gastos para esses sistemas que apoiam a aquisição de novas capacitações, por exemplo, treinamento, daria mais suporte à preparação dos brasileiros para os novos empregos que serão criados”.

Por isso, uma qualificação técnica adequada pode auxiliar trabalhadores desempregados a se prepararem para novos empregos nos setores em expansão, capacitar para ingresso no mercado de trabalho e até mesmo melhorar, para aqueles que estão no mercado formal, suas chances de ascensão ou possibilidade para alcançar postos com melhor remuneração.

Cabe ressaltar que o Brasil não é um país que tenha uma cultura voltada para a importância da formação técnica: valorizamos essencialmente a qualificação para o nível superior. Os novos processos, novas máquinas e dispositivos, porém, passaram a demandar profissionais técnicos focados nos conhecimentos específicos envolvidos: o desenvolvimento de um país passa pela formação técnica e pelo estímulo às suas escolas técnicas.

Leia também: O Japão e a educação (artigo de Ademar Batista Pereira, publicado em 15 de julho de 2018)

Leia também: Esperança para a educação brasileira: práticas simples e efetivas (artigo de Márcia Teixeira Sebastiani, publicado em 18 de agosto de 2018)

Portanto os desafios do novo Conselho Regional dos Técnicos Industriais extrapolam a simples preocupação com representatividade e regulação das práticas desses profissionais. Conscientizar todos os setores industriais da importância e da necessidade de que a sua expansão passa invariavelmente pela qualificação técnica de seus colaboradores, melhorando sua performance, produtividade e qualidade, será um papel primordial.

Já a aproximação com as escolas técnicas passa a ser um objetivo que deve ser perseguido pelos conselhos, visando alinhar as expectativas da sociedade, do setor industrial e da área educacional.

Maurício Ribeiro é diretor Educacional do TECPUC.
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