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O Tribunal de Contas da União (TCU) é o principal instrumento no país de fiscalização do dinheiro do pagador de impostos, dos bens públicos federais. Sua missão é clara: auxiliar o Congresso Nacional no controle dos gastos, com rigor e independência. Infelizmente, hoje, a realidade está bem distante disso: o tribunal não vem nem cumprindo sua função mais elementar.
O modelo de indicação de candidatos a ministro do TCU é o primeiro motivo para esta situação. Na sua essência, a indicação deveria seguir critérios técnicos, de independência e compromisso com a fiscalização. No entanto, o TCU é mais uma instituição que vem se sujeitando ao deplorável balcão de negócios do Congresso Nacional, com indicações usadas como moeda de troca e, por consequência, transformando o Tribunal em um reduto partidário, onde valem mais os interesses das legendas ou dos “grupos políticos” por trás de cada candidato do que o efetivo interesse público.
A candidatura de Adriana a ministra do TCU engrandecerá o próprio Tribunal, que contará com uma profissional com alto preparo técnico, independência e com um histórico de combate ao desperdício dos recursos públicos
A candidatura da deputada Adriana Ventura (NOVO-SP) surge justamente com o objetivo de enfrentar e romper com a lógica de conchavos políticos, priorizando conhecimento técnico sólido e independência. Adriana é administradora pública, tem doutorado em Administração e é professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) há mais de duas décadas. Deputada reeleita pelo estado de São Paulo com votação expressiva, sempre atuou em defesa da ética, da integridade e da transparência na gestão pública, tanto na vida pública quanto na iniciativa privada e nos movimentos cidadãos.
Suas defesas orientam também a atuação do Novo e da oposição no Congresso Nacional. Adriana apresentou inúmeros projetos voltados à transparência pública, incontáveis representações ao próprio TCU e centenas de requerimentos de informação aos mais diversos órgãos públicos. A deputada é também autora de leis relevantes, como a que ampliou a transparência do Censo Escolar e a que regulamentou a telemedicina no Brasil.
Adriana Ventura não fala sobre fiscalização, apenas: ela fiscaliza. É exatamente esse currículo de serviços prestados ao Brasil e à causa da ética e da integridade que o TCU necessita: alguém que respeita o trabalho técnico dos auditores e que tomará decisões com critérios objetivos, éticos e transparentes.
Como colega de bancada no Congresso Nacional, sou testemunha do trabalho aguerrido e incansável de Adriana quando o assunto é combate à corrupção, fiscalização e requerimentos de informação ao poder público. Não há ninguém como ela. A candidatura de Adriana a ministra do TCU engrandecerá o próprio Tribunal, que contará com uma profissional com alto preparo técnico, independência e com um histórico de combate ao desperdício dos recursos públicos. Por isso, não tenho dúvidas: quem ganhará muito com Adriana como ministra do Tribunal de Contas da União será o Brasil!
Marcel van Hattem, deputado federal pelo RS, é o líder da bancada do Partido Novo na Câmara dos Deputados.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos







