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Conquistar pelo caos: o vandalismo em Paris nos recorda da tática histórica da esquerda

Manifestante lança objetos contra um carro em chamas durante protestos em Paris. (Foto: MOHAMMED BADRA/EFE/EPA)

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O Ocidente faria bem em lembrar do julgamento mais famoso do rei Salomão.

No último fim de semana, a França foi tomada por manifestações violentas generalizadas. Um funcionário francês estimou em 550 mil o número de pessoas envolvidas nos protestos. Desse total, mais de 100 mil estavam em Paris, inclusive na famosa avenida Champs-Élysées. Os saqueadores vandalizaram pelo menos 3 mil lojas, roubaram de estabelecimentos de luxo como Apple e Louis Vuitton e transformaram carros e prédios públicos em fogueiras. O episódio mais dramático foi o incêndio da prefeitura de Limoges, na França. O prédio, com 143 anos, havia sobrevivido aos nazistas, mas não a essa multidão vestida de preto e agitando bandeiras palestinas. A polícia prendeu cerca de 2.400 pessoas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, descreveu os distúrbios como “atos políticos e sediciosos de grupos de ultraesquerda cujo objetivo é derrubar a República”.

Políticos e grupos políticos de extrema esquerda apoiam abertamente os manifestantes violentos. Sete partidos políticos de esquerda se opuseram às restrições a novas manifestações. Jean-Luc Mélenchon, líder do partido de extrema esquerda França Insubmissa, participou dos protestos em Paris. Ele atacou a polícia por ter se “descontrolado” contra as multidões. Ele parece acreditar que se unir aos manifestantes violentos aumentará suas chances na eleição presidencial de abril.

Que contraste com o que aconteceu há um mês, quando o papa Leão XIV celebrou uma missa ao ar livre naquela mesma avenida, os Champs-Élysées. O evento reuniu 800 mil pessoas. Havia muitas bandeiras francesas na imensa multidão. A celebração ocorreu durante o dia, e os participantes não tinham motivo para esconder o rosto.

A França não é o único país ocidental a lidar com levantes violentos. Distúrbios recentes em Milão, na Itália, deixaram quase 200 policiais feridos. Dos 330 detidos pela polícia, cerca de metade eram estrangeiros ou filhos de imigrantes. Muitos dos manifestantes também agitavam a bandeira palestina. Nos últimos anos, os Estados Unidos viram cenas semelhantes na cidade de Nova York, em Washington, D.C., e em diversos campi universitários.

Esses protestos não são apenas levantes espontâneos. Dezenas de grupos que buscam destruir o Ocidente estão coordenando e ampliando esses surtos de violência. Alguns são anarquistas. Outros são comunistas e socialistas. Outros são estrangeiros. Eles podem não compartilhar os mesmos objetivos de longo prazo, mas se unem em torno de uma causa comum: destruir o Ocidente.

Para entender sua sede de violência, considere um dilema que o rei Salomão já enfrentou. Como relata 1 Reis 3, duas prostitutas compareceram diante dele. Cada uma havia tido um filho e morava na mesma casa. Certa noite, um dos meninos morreu. Uma mulher afirmou que acordou e encontrou um menino morto ao seu lado, mas percebeu que não era seu filho. Ela disse que a outra mulher havia trocado os bebês durante a noite.

Como Salomão não tinha exames de DNA, pediu uma espada. Disse que cortaria o menino vivo ao meio e daria uma parte a cada mulher. A mãe falsa concordou, mas a mãe verdadeira disse que a outra deveria ficar com o menino. Porque amava seu filho, não queria que ele morresse. Então Salomão soube que aquela mulher era a mãe da criança.

Eis o ponto: a Antifa, os Socialistas Democráticos da América, muçulmanos que desejam impor a lei Sharia e alguns imigrantes que não se assimilam são como a mãe que ficaria perfeitamente satisfeita com metade de um bebê morto. Esses grupos não amam os Estados Unidos, a França, a Itália ou qualquer país em que estejam. Querem destruí-lo e refazer seu governo. Querem apagar seu passado para escrever um novo futuro. Querem saquear sua riqueza para si mesmos.

Eles não valorizam o país em que vivem porque não o consideram — seu patrimônio, suas instituições, seus valores, seu povo, sua terra — como deles. É por isso que estão perfeitamente dispostos a usar a violência para alcançar seus objetivos. Eles pretendem conquistar.

Cabe àqueles de nós que amam este país — e aos líderes que elegemos — detê-los.

Victor Joecks é colunista do Las Vegas Review-Journal, apresentador do podcast Sharpening Arrows e sargento da Guarda Nacional de Nevada.

©2026 The Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês: They Aim to Conquer 

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