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Estudando programação
A falta de aulas de programação e robótica nas escolas levou ao surgimento de instituições particulares focadas em formar alunos em ciência e computação.| Foto: Pch Vector / Freepik

A educação do século XXI representa um compromisso com o futuro, uma crença no poder transformador do conhecimento. Em um mundo marcado por constantes mudanças sociais, econômicas e ambientais, ela desempenha um papel fundamental na preparação das gerações futuras para os desafios de nutrir uma sociedade com equilíbrio e desenvolvimento, usufruindo dos recursos de inovação e tecnologia disponíveis no presente.

Ao longo dos anos, a organização das etapas pedagógicas evoluiu para refletir a complexidade da sociedade contemporânea. O surgimento do ensino mediado por tecnologias é uma das consequências disso, mas ele só é eficaz se houver tutoria e acompanhamento para que o professor possa, do básico ao superior, desenhar uma trajetória para os estudantes em consonância com o seu projeto de vida.

Ensinar é plantar as sementes da curiosidade, da resiliência e da busca pelo conhecimento, permitindo que as próximas gerações enfrentem o desconhecido.

Um aspecto crucial dessa evolução é a integração das novas tecnologias no processo educacional. Elas não são apenas ferramentas no dia a dia, mas também recursos poderosos para o desenvolvimento pleno do educando seguindo o artigo 2° da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Um exemplo mais recente é a inteligência artificial em suas diversas manifestações, que desempenha um papel cada vez mais importante e indispensável na sociedade. Ainda que seja um debate recente, é evidente que ela não substitui ou substituirá o papel do educador, mas enriquece a experiência de aprendizado, personalizando abordagens e oferecendo insights valiosos sobre o progresso do aluno.

Além disso, o foco da educação do século XXI não deve ser apenas nas novas tecnologias, mas nas novas formas de pensar o mundo e se desenvolver com responsabilidade ambiental, de governança e inclusão. Isso deve fazer parte do novo ambiente educacional, como parte estratégica do projeto pedagógico da escola. É preciso saber desenvolver as qualidades humanas dos estudantes, oferecendo a possibilidade do florescimento e criando perspectivas futuras para o crescimento como cidadãos, com um olhar amplo para os desafios da nossa sociedade.

Para isso, é crucial que os profissionais que atuam na sala de aula tenham não apenas acesso a recursos tecnológicos e de ensino atuais, mas que estejam bem preparados para usá-los. Isso porque o papel de formar cidadãos para o mundo precisa ser adotado por pessoas capacitadas para utilizar as ferramentas adequadas. A qualidade do professor, dentre os fatores intraescolares, é o fator de maior impacto no aprendizado do aluno. Os jovens de hoje enfrentam um mundo em constante transformação, e é responsabilidade de todos nós, educadores, prepará-los não apenas para os empregos do futuro, mas também para serem cidadãos informados, críticos e engajados.

Ensinar é plantar as sementes da curiosidade, da resiliência e da busca pelo conhecimento, permitindo que as próximas gerações enfrentem o desconhecido com confiança e determinação. Nesse sentido, a educação do século XXI é mais do que uma resposta às mudanças do mundo; é uma estratégia para moldar ativamente o futuro.

Mozart Neves é conselheiro do Centro Universitário Facens e titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto; Thais Beldi é diretora de estratégia e inovação do Centro Universitário Facens.

Conteúdo editado por:Jocelaine Santos
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