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O professor ideal

Alunos respondendo a questionários na sala de aula é uma cena comum de ser vista. Porém, o que também se tem visto nos colégios atualmente são os alunos avaliando os professores. Essa é uma prática cada vez mais habitual nas escolas brasileiras e que traz muitos benefícios ao processo de ensino, pois acompanha o dia a dia na sala de aula. O próprio professor considera que esse tipo de avaliação é positiva para o seu trabalho, pois, às vezes, alguma falha que nem ele identifica pode ser sinalizada. E essa é a oportunidade para tentar melhorar o desempenho ou mudar de postura.

Porém, a eficiência do resultado desse tipo de pesquisa não está somente em avaliar o professor, mas no que fazer com o resultado da avaliação. Essa é uma resposta que requer reflexão, pois ser um bom educador não significa apenas ter uma classe com notas altas ou ser um professor admirado pelos alunos. Para chegarmos ao perfil ideal de um bom docente, é necessário avaliar uma série de fatores como motivação, grau de ensino, didática, plano pedagógico e satisfação com o trabalho, dentre tantas outras questões.

Para tentar oferecer uma resposta, o Ministério da Educação (MEC) compilou pesquisas de padrões de docentes em sete países. O MEC chegou a uma lista com 20 características para o perfil do professor ideal. Entre elas podem se destacar as mais essenciais como domínio do conteúdo curricular da disciplina; escolher estratégias coerentes de avaliação de acordo com os objetivos da aprendizagem; desafiar os alunos ao conhecimento; instituir e manter normas de convivência em sala de aula; otimizar o tempo disponível para o ensino; avaliar e monitorar a compreensão dos conteúdos; manter contato com os pais dos alunos.

Todas essas questões são de efetiva importância para o desempenho do professor em sala de aula e o reflexo de seu trabalho. O professor deve estar atento às dificuldades de cada aluno e saber orientar no momento adequado. Por isso, comunicar-se com os pais é um dos pontos que deve ser destacado. O aprendizado só é completo se o aluno tiver auxílio da família. O lar deve ser uma extensão da sala de aula, principalmente nos primeiros anos do ensino fundamental.

O estudo do MEC também mostrou que a avaliação de professores não é a única ferramenta para medir o desempenho em sala. Para se ter um resultado adequado é necessário combinar diversas estratégias que vão analisar todo o ambiente escolar, desde a gestão até a rotina de ensino. Dessa forma, será possível considerar outros valores que também são positivos, como o comportamento do professor, suas atitudes e demonstração de valores em sala de aula.

Além disso, outro ponto importante verificado pelo MEC é estabelecer a participação dos avaliados na definição de critérios e metas. Assim o corpo docente conseguirá apoiar o procedimento e vai verificar nesse tipo de pesquisa uma oportunidade pedagógica em benefício de todos.

Alexandra Soares de Lima é coordenadora pedagógica do Centro de Educação João Paulo II.

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