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O que ficou dos ataques terroristas de 11 de setembro nos EUA

Fumaça sobe do World Trade Center em Nova Iorque, na terça-feira, 11 de setembro de 2001, após o colapso das torres. (Foto: EFE/EPA DPA/HUBERT MICHAEL BOESL/web/hpl-hh)

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Passados 25 anos dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, lembro-me perfeitamente daquele fatídico dia, que vitimou pelo menos 3 mil cidadãos inocentes. Eu estava no meu escritório de advocacia. Sobre a mesa estava a prova do meu primeiro livro, Liberdade Religiosa no Direito Constitucional e Internacional, todo rabiscado em vermelho, indicando correções.

De repente, um dos colegas de escritório, em alta voz, alertou para o inesperado acontecimento: “Os Estados Unidos estão sendo atacados, parece que é guerra!”. Rapidamente, entramos numa sala em que havia uma TV antiga. Logo, observamos as imagens dos aviões atingindo os edifícios em NYC. Então, ao vivo, assistimos ao assustador colapso das Torres Gêmeas, desabando sobre o solo empoeirado.

Nos dias seguintes, liguei para o meu editor e solicitei a inclusão de um novo capítulo a fim de tratar desse tema. Procurei entender o que havia acontecido com as informações disponíveis à época. Escrevi, entre outras coisas, que “o mundo inteiro foi abalado com os recentes ataques terroristas ocorridos nos Estados Unidos no dia 11 de setembro de 2001. Três aeronaves comerciais, sob o comando de sequestradores suicidas, foram lançadas contra o World Trade Center e o Pentágono”.

Lembrei que “as consequências do que ocorreu em Nova York e Washington são, ainda, imprevisíveis. É certo que as relações internacionais sofrerão profundas modificações, como sublinhou Celso Lafer em entrevista para a televisão brasileira”; e que “a gravidade dos problemas envolvidos, a partir desses fatos, impõe a todos a necessidade de uma profunda reflexão. Todos indagam sobre como se obter segurança neste planeta tão perigoso. O que acontecerá? Há, inclusive, o temor de possíveis ataques com armas químicas e biológicas”.

No Ocidente, é crescente a demanda por aplicação das leis islâmicas – Sharia, muitas delas incompatíveis com a Constituição Americana e os tratados internacionais de direitos humanos.

Quem eram esses terroristas? Quais eram os seus objetivos? Na época, a CNN mostrou imagens em que muçulmanos comemoravam o sucesso da empreitada, logo após a queda das Torres Gêmeas. Os suspeitos que sequestraram as aeronaves tinham origem egípcia e saudita, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Policiais holandeses apreenderam um calendário confeccionado no início do ano numa escola para crianças islâmicas, que ilustra um avião em chamas caindo em Manhattan, com os seguintes dizeres, em árabe: “com a ajuda de Alá morrerei por Alá”.

Voltando para 2026, relembro que a organização islâmica e terrorista Al-Qaeda, sediada no Afeganistão, foi apontada como responsável pelos atentados terroristas em NYC, segundo o FBI e a comissão bipartidária (9/11 Commission). A OTAN considerou conclusivas as provas apresentadas pelos Estados Unidos de que Osama bin Laden estaria por trás dos ataques do dia 11 de setembro.

Segundo José Gotovith, o termo terrorismo vem do latim terrere (tremer) e deterrere (amedrontar) e foi empregado pela primeira vez quando da Revolução Francesa. Designa o período que se estendeu entre janeiro de 1793 a julho de 1794, liderado por Robespierre e marcado pela dominação através do terror e da intimidação.

A partir dos atentados de 11 de setembro, especialistas como Ian O. Lesser anunciaram o surgimento do novo terrorismo global, transnacional e de grandes proporções. Nem mesmo o Brasil estaria imune a esse novo flagelo. Contudo, apesar da nova roupagem tecnológica, esse novo terrorismo apresenta as mesmas bases ideológicas do anacrônico fundamentalismo político-religioso, refratário ao Estado secular e às liberdades públicas. Novos ataques terroristas islâmicos ocorreram em Madri (2004), Londres (2005) e Berlim (2016), deixando centenas de mortos e feridos. Mais recentemente, uma van atropelou manifestantes LGBTQI+, em Berlim (2026).

Terroristas islâmicos não dão ponto sem nó. A propósito, cumpre ressaltar que a maioria dos muçulmanos, nos dias de hoje, não é terrorista, mas a maioria dos terroristas pratica o terror aos gritos de Allahū Akbar. O terrorismo apresenta propósitos e interesses bem definidos ao amedrontar a população, exercendo domínio mediante o terror e a intimidação. O objetivo do atentado à redação da revista satírica Charlie Hebdo (França, 2015), que deixou 12 mortos, ficou evidenciado: amedrontar a imprensa, restringindo a liberdade de expressão, em consonância com a Sharia.

Enfim, certamente os terroristas do 11 de setembro também tinham os seus objetivos milimetricamente calculados. Será que eles foram alcançados conforme os propósitos, amparados pelo Alcorão: conquista de novos territórios mediante declaração de guerra santa (jihad)?

Em 2001, havia 131 mesquitas no Estado de New York. Esse número aumentou para 343 em 2026 (Islam Channel: ISPU/CAIR). A população islâmica aumentou com o relaxamento de políticas migratórias, favorecendo a entrada de indivíduos de países muçulmanos e o aumento significativo de auxílios assistencialistas nos moldes socialistas do Partido Democrata. Lenta e gradativamente, a cidade de NY se transforma com a) a presença marcante de pelo menos 1.220 muçulmanos no Departamento de Polícia – NYPD, incluindo policiais femininas utilizando o véu (hijab) adaptado à farda; e b) poluição sonora provocada pelo estridente som dos minaretes, chamando para as cinco orações diárias.

Em 4 de setembro de 2026, durante o cerimonial no Marco Zero, o atual prefeito de NY, o muçulmano Zohran Mamdani, entregou uma das canetas simbólicas do 11 de setembro ao seu conselheiro, Ramzi Kassem, que atuou na defesa do agente da Al-Qaeda, Ahmed al-Darbi, condenado por terrorismo. (Fox TV). Isso seria gafe, escárnio ou cumplicidade com aqueles que odeiam a América?

Assim, no Ocidente, é crescente a demanda por aplicação das leis islâmicas – Sharia, muitas delas incompatíveis com a Constituição Americana e os tratados internacionais de direitos humanos.

Aldir Guedes Soriano é escritor, advogado e jurista, pós-graduado em Direito Público e em Direito Constitucional pela Universidade de Salamanca (Espanha).

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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