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Opinião do dia 2

Opinião pública

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  • 07/11/2006 17:54

Ainda estamos em clima de eleições. Assim, o assunto é pesquisa político-eleitoral, ferramenta fundamental para os profissionais da área do marketing político. Aliás, antes de falar sobre as pesquisas, é fundamental esclarecer uma confusão reducionista feita pela maior parte das pessoas: marketing político não é propaganda. Ele é, sim, um trabalho muito mais complexo e amplo, do qual a propaganda é a última fase.

A pesquisa eleitoral possui um papel fundamental na sociedade atual. É muito importante que atores como o público, os políticos, os meios de comunicação e demais grupos interessados, tenham acesso aos dados exatos e sem distorções a respeito do pensamento e intenções da população. A pesquisa eleitoral mostra, por exemplo, o grau de satisfação da população com o desempenho da administração pública federal, governamental ou municipal, ou ainda o grau de aceitação ou rejeição por uma determinada ação do governo. Também ajuda o "marketeiro" a definir o posicionamento do candidato. Como exemplo, o Duda Mendonça, que em seu livro "Casos e Coisas" (2001) fala muito sobre a utilização da pesquisa qualitativa para a elaboração das estratégias da campanha do Lula.

Existem algumas preocupações sobre as possíveis influências ou efeitos que certas formas de pesquisa poderiam exercer sobre a votação em eleições. Os institutos de pesquisas têm uma responsabilidade fundamental no âmbito dos estudos de opinião pública, devendo buscar assegurar que o cliente e o público compreendam bem os desafios e as limitações envolvidas na medição de atitudes e crenças como coisas distintas de comportamento.

Em toda eleição surge discussão sobre os resultados das pesquisas eleitorais e sua influência sobre a decisão do voto do eleitor; os erros e acertos das pesquisas; o destaque que a mídia dá para os resultados das pesquisas e a forma como elas são divulgadas. O resultado da pesquisa pode influenciar parte dos eleitores indecisos que deixa para decidir seu voto no dia e, para não perder, vota no candidato que está em primeiro lugar na intenção do voto. Um estudo realizado pela Anep – Associação Nacional das Empresas de Pesquisa, mostra que as pesquisas realizadas no Brasil são tão eficientes quanto as americanas, com acertos próximos e resultados efetivos.

É importante ressaltar que os resultados de uma pesquisa não são números exatos, mas sim estimativas e devem ser interpretados de um intervalo que estabelece limites em torno da estimativa obtida. Quanto maior for à amostragem e mais homogênea for à população em estudo, mais seguras serão as informações da pesquisa eleitoral. O problema que se percebe é que hoje o eleitor está mais heterogêneo, pois está mais pela emoção do que pela razão. Existe torcida por um candidato, parecendo um jogo de futebol. A decisão do voto é muito sensível, podendo mudar na última hora da eleição. Uma pesquisa realizada pelo Datacenso/Fetec (2004/2005), em Curitiba, mostrou que 10% venderiam seu voto e 19% dos eleitores responderam que o resultado da pesquisa influencia o seu voto.

Percebe-se que atualmente muitas pesquisas são realizadas por telefone e pela internet, por ser mais viável financeiramente e pela agilidade da cobertura na região, porém as entrevistas pessoais são as que garantem maior chance de seleção a todos eleitores em uma cidade pela facilidade de acesso. É preciso ter cuidado, ao analisar um resultado da pesquisa eleitoral, quanto ao número de indecisos e de abstenções, que são significativos.

O resultado de uma pesquisa eleitoral reflete o pensamento do momento, pois as pessoas podem mudar de idéia em relação a um pensamento atual e futuro. Podemos afirmar que a pesquisa, sendo estática, apresenta uma verdade provisória. Portanto, em uma eleição poderá haver surpresa sim, propiciada justamente por um eleitorado capaz de orientar seu voto a partir de um acervo de informações muito mais preciso que no passado.

Não se pode substimar a capacidade de percepção e julgamento dos segmentos populares majoritários.

Cláudio Shimoyama é economista, doutor em Gestão de Negócios e mestre em Engenharia de Informação e Inovações Tecnológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), professor universitário e diretor do Instituto Datacenso.

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