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O país só mudará para melhor redefinindo radicalmente o modo de ser governado. Abandonando de vez – e logo – a dominante doutrina patrimonialista, socialista e intervencionista.

Coragem e atrevimento, pensando grande para o país, numa brusca e destemida reversão do sistema protecionista e paternalista de Estado para o destemor de ampla abertura capitalista. Como está, com a tacanha mentalidade existente, só se cavará mais fundo o fosso dos fracassos. O Estado gestor é incompetente, corrupto e retrógrado.

Imagine-se a telefonia ainda administrada pelo governo! Estatais são ninhos onde proliferam a incapacidade, o empreguismo, a corrupção e a ineficiência. A própria Petrobras, se não fosse estatal...

Para a presidente Dilma, será nova revolução. Se tiver a coragem – que apregoam que possuía como guerrilheira –, este é o momento para exercê-la e alterar o curso do Brasil. Assim como desconstruiu seu crédito popular, teria, então, a chance de renascer das cinzas desse desprestígio, como fênix redentora do Brasil à deriva.

Por mais que a equipe econômica se esforce, sozinha pouco êxito ela poderá obter num deserto de cabeças pensantes e atuantes.

O Estado gestor é incompetente, corrupto e retrógrado. Imagine-se a telefonia ainda administrada pelo governo!

O país necessita desesperadamente de Investimentos, mormente em infraestrutura, para sair dessa traiçoeira areia movediça em que a inépcia prevalente está nos afundando.

O mundo desenvolvido está abarrotado de capitais disponíveis, ávidos por aplicações produtivas e lucrativas. Poucos países existem com o potencial, as oportunidades e as prementes necessidades do Brasil!

Do jeito que estamos, ainda vamos sentir as agruras e tragédias do maior desemprego da história.

Dilma, esqueça o passado! Mude! Liberte-se, e libere a economia. Acene com liberdade para os capitais, estrangeiros e nacionais, que querem construir rodovias, portos, ferrovias, hidrovias, aeroportos, refinarias, armazéns e tantas outras obras de que somos carentes. Proporcione taxas de retorno adequadas e regras claras; não regateie. Motive e incentive seus lucros; quanto mais atraentes, mais o governo e a sociedade vão ganhar. Libere e encoraje os investimentos; promova o reinvestimento produtivo.

Você será odiada pelos petistas, pelos esquerdistas de cartilha e pelos decepcionados (já não está sendo?). Mas passará a ser admirada, aplaudida e enaltecida por muitos milhões por sua coragem, abdicando do recente passado inglório, e redimindo-se para, em futuro próximo, colher duradoura e autossustentável prosperidade para todos.

Solte as amarras dos encarcerados no consentido Bolsa Família, com as extraordinárias oportunidades que tais capitais, já em médio prazo, lhes irão proporcionar. Voltarão os empregos aos milhares, e mais qualificados, para mais prosperidade de todos; mais produção, mais consumo e mais arrecadação de tributos, sem a necessidade de subsídios ou enganosos incentivos, como na farsa dos campeões nacionais. Convoque os melhores cérebros do país, criando seleto grupo, um think tank, sem distinção de credos, como fez FHC, ou a exemplo da Grã-Bretanha, durante a Segunda Guerra Mundial, para desvendar a Enigma, a famosa máquina de códigos secretos nazistas.

Na solidão de suas introspecções e reflexões, busque convencer-se a tomar essa destemida decisão; ela reverterá os destinos, do Brasil e o seu.

Ovidio Gasparetto é empresário e bacharel em Direito.
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