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Rede de saneamento implantada, asfalto colocado, rotatória aqui, duplicação de avenida ali. Apesar dessas mudanças serem vistas de maneira positiva, na prática expõem um complexo problema: a grande parte dos municípios brasileiros nasceu sem planejamento e há uma urgente necessidade de as cidades se transformarem para atender às expectativas de crescimento econômico e social, e de qualidade de vida de seus cidadãos.

A economia globalizada e a expansão constante das empresas nos territórios geram oportunidades de atração de investimentos e se inserem em um fenômeno que já é realidade, de cidades que competem umas com as outras pela atração de investimentos. Não basta ter uma ótima localização, é preciso ir além, disponibilizar uma infraestrutura de alto padrão, que viabilize as necessidades logísticas e o acesso aos recursos naturais e principalmente humanos, e, ao mesmo tempo, evitar que esses movimentos tragam impactos indesejáveis à população residente, que a cada dia aumenta.

Existem bons exemplos de cidades brasileiras que estão se adiantando a estas tendências, como é o caso de Maringá

Estudo produzido pela PwC aponta a urbanização acelerada como uma das cinco Megatendências que afetarão o contexto global nos próximos anos. Segundo o estudo, 1,5 milhão de pessoas no mundo se somam à população urbana a cada semana, sendo que até 2050 a população nas cidades vai aumentar 72%. Outras análises internacionais mostram ainda que 95% do crescimento da população urbana mundial ocorrerá em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Para as cidades, tal aspecto tem o poder de desencadear uma reflexão urgente sobre o status atual da organização urbana e a distribuição da população, mas também de pensar meios de atender esse “mercado consumidor”, que demandará uma gama de serviços sem precedentes e de toda ordem, sejam providos pelo setor público, como escolas e hospitais, como também pelo setor privado, sem esquecer a demanda por vias bem projetadas.

O Conselho de Inteligência dos Estados Unidos afirma que em 2030 a escassez de pântanos, reservas florestais e fontes de água potável próximos aos perímetros urbanos forçarão as cidades em crescimento acelerado a competir pela captação de água e até mesmo por terras.

Existem bons exemplos de cidades brasileiras que estão se adiantando a estas tendências, como é o caso de Maringá, localizada no norte do estado. Em 2047 o município completará 100 anos de existência, e já tem como objetivo planejar o caminho para chegar até esta data de maneira organizada e com infraestrutura de excelência. Para tanto, iniciou no segundo semestre de 2015 um profundo estudo estratégico socioeconômico para identificar os setores com maior potencial de geração de riqueza e que produzam os melhores benefícios sociais, como ponto de partida para uma série de ações relacionadas à infraestrutura e planejamento urbano necessários para a realização das potencialidades do município.

Com essas iniciativas, cidades como Maringá trabalham para se destacar no cenário nacional e global, e para disputar investimentos em pé de igualdade com as metrópoles mais bem preparadas do Brasil e também do exterior. Ainda mais importante, se prepara para atender aos anseios de sua população de manter e melhorar os padrões de qualidade de vida hoje existentes, que dependem sobremaneira de crescimento econômico e planejamento urbano. Assim, tem o potencial de se posicionar na lista das cidades preferidas para morar e se desenvolver, benefício maior da procura dos seres humanos por centros urbanos.

Jerri Ribeiro, sócio da PwC Brasil, líder da área de Gestão de Riscos e Compliance e coordenador da área de consultoria de gestão da Região Sul.
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