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O Palácio do Planalto..
O Palácio do Planalto..| Foto: Pedro França/Agência Senado

Nação do Terceiro Mundo, em desenvolvimento, com mania de grandeza, mas com carências histórias, com democracia frágil e altos índices de corrupção, procura a quem interessar possa para assumir o cargo de presidente.

Qualificações exigidas: não ser populista, demagogo ou corrupto, não ter a ficha suja.

Currículo mínimo: alguém que não se preocupe em ser reeleito ou não vise que cargo negociar ou buscar ao término de seu mandato. Aliás, é condição necessária e exigida. Sem a preocupação de ser reeleito, ele não precisará ter de fazer alianças espúrias ou qualquer tipo de conchavo, nem medo de perder votos.

Alguém para governar para todos, não para grupos, para administrar um só país e não dividido, que não seja refém do Congresso ou de pressões políticas ou econômicas. Alguém que enfrente as corporações e implemente reformas necessárias há muito tempo (tributária, política, administrativa etc.); que combata a corrupção e a desigualdade socioeconômica abissal. Alguém que, na reforma política, deixe claro que não serão permitidas doações públicas para partidos, nem de empresas privadas.

Alguém que respeite a Constituição e que proponha mudanças sempre dentro dos limites da lei. Um candidato que na prática consolide que a política nunca seja refúgio de ladrões, corruptos ou apaniguados do poder. Uma pessoa que acabe com a impunidade, a imunidade e o foro privilegiado. Os titulares ou quem ocupe os cargos políticos devem ter menos proteções legais.

Alguém que se comprometa em priorizar a saúde, a educação e a infraestrutura, incentive a produção, as empresas, a criação de empregos, com aumento de competitividade. Um líder que combata a burocracia, se preocupe e estabeleça leis rígidas de proteção ao meio ambiente, encontre alternativas econômicas ao desmatamento, faça parceria em todos os sentidos com países do Primeiro Mundo. Conduza privatizações. E reduza o setor público, assim como os privilégios desse setor. Um presidente que cuide da família, da ética, da moral, e não permita a degradação moral, a começar pelo governo, que precisa servir ao público e não a si mesmo.

O candidato, se aprovado, como em várias nações do mundo, terá um salário baixo, mas em compensação sairá com a moral alta, entrará na galeria de estadistas e garantirá um bem enorme às futuras gerações. Somente assim, e com o exemplo vindo de cima, quem sabe um dia esse país poderá vir a dar certo.

Cláudio Slaviero é empresário, ex-presidente da Associação Comercial do Paraná e autor de “A vergonha nossa de cada dia”.

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