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A qualidade da pele importa — e não é apenas uma questão de vaidade

A pele é o nosso cartão de visita para o mundo, e quando não nos sentimos confortáveis nela, a nossa confiança e bem-estar emocional são diretamente afetados (Foto: Getty Images/Unsplash)

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No meu consultório, uma das conversas mais frequentes que tenho com os pacientes, independentemente da idade ou do estilo de vida, é sobre qualidade de pele. Por isso, não me surpreendi com os resultados de uma recente pesquisa global da Galderma, que revelou um dado que condiz muito com essa realidade: nove em cada dez pessoas estão preocupadas com a qualidade da sua pele. Este número não reflete apenas uma questão de vaidade, mas sim uma preocupação universal com a saúde do maior órgão do nosso corpo.

A pesquisa, que ouviu mais de 11.000 pessoas de onze países (Brasil, Canadá, Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Tailândia, Índia, França, Alemanha, Reino Unido e Itália), mostrou que para 85% dos entrevistados, a qualidade da pele tem um impacto direto na sua qualidade de vida. Além disso, mais de um terço dos respondentes admitiu sentir-se constrangido, inseguro ou ansioso devido a preocupações como linhas finas e rugas (41%), pele seca (40%) e falta de viço (37%).

A pele é o nosso cartão de visita para o mundo, e quando não nos sentimos confortáveis nela, a nossa confiança e bem-estar emocional são diretamente afetados

Isso confirma o que nós, dermatologistas, vemos todos os dias: a pele é o nosso cartão de visita para o mundo, e quando não nos sentimos confortáveis nela, a nossa confiança e bem-estar emocional são diretamente afetados.

Mas, afinal, o que é “qualidade da pele”? Esse termo refere-se à aparência, à sensação e ao funcionamento da pele no dia a dia, incluindo sua hidratação, elasticidade, suavidade, luminosidade, firmeza e tom. Com o passar do tempo e devido a fatores como exposição solar, estresse, alimentação e poluição, os componentes essenciais da pele — como o ácido hialurônico, a elastina e o colágeno — diminuem, levando a uma deterioração visível. No caso do colágeno, por exemplo, perdemos cerca de 1% ao ano, em média, a partir dos 20 anos.

Todas essas mudanças têm levado a maioria das pessoas a considerar ou buscar ativamente maneiras de lidar com problemas de qualidade da pele, em particular os pacientes mais jovens, conforme aponta a mesma pesquisa: cerca de 70% das pessoas de 18 a 34 anos classificaram a qualidade da pele com nota oito (em uma escala de dez) em importância, sendo que a idade média para começar a tomar medidas para melhorar a pele do rosto é aos 26 anos.

Como a dermatologia tem evoluído para cuidar da qualidade de pele?

O que se torna claro com este estudo é que não existe uma solução única para todos. As preocupações variam de pessoa para pessoa, influenciadas por fatores internos e externos. Ou seja, a era dos tratamentos padronizados ficou para trás e, hoje, a dermatologia moderna foca em uma abordagem personalizada e holística.

Felizmente, a ciência tem evoluído para responder a esta necessidade. Como profissionais, dispomos de ferramentas de avaliação cada vez mais eficazes e seguras, que nos permitem atender as necessidades específicas de cada paciente e desenhar um plano de tratamento a longo prazo. O objetivo não é apenas tratar uma ruga ou uma mancha, mas sim melhorar a saúde da pele de uma forma integrada.

Dentro dessa abordagem, os tratamentos estéticos que realizamos em consultório, em sinergia com os cuidados diários em casa, tem se mostrado alternativas para restaurar a qualidade da pele. Procedimentos como os bioestimuladores de colágeno e ácido hialurônico injetável são exemplos que estão em alta justamente por atenderem a essa demanda de forma eficaz.

Os resultados do estudo reforçam a eficácia percebida desses tratamentos, com os entrevistados relatando altos níveis de satisfação. Para a correção de linhas de expressão e rugas, a satisfação com o ácido hialurônico injetável foi de 86% e com os bioestimuladores de colágeno, de 84%. No caso da pele seca, os índices foram de 85% e 81%, respectivamente. Já para a falta de viço, a satisfação alcançou 82% para o ácido hialurônico e 79% para os bioestimuladores.

A mensagem mais importante que podemos extrair desta pesquisa é que você não está sozinho nas suas preocupações. O primeiro passo, e o mais importante, é procurar a orientação de um dermatologista. Esse profissional poderá criar um plano de cuidados que atenda às necessidades e ajude os pacientes a se sentirem mais confiante e confortáveis na pele que habitam. Afinal, cuidar da qualidade da pele é cuidar da sua saúde.

Rafael Tomaz é dermatologista (CRM-SP 172421/RQE 69955), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e Doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atua como gerente Médico da Galderma no Brasil e para a América Latina, e possui ampla experiência em cuidados com a pele, dermatologia terapêutica e tratamentos estéticos injetáveis.

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