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A morte de um mito consolida um ano de agonias. E mais: ‘o inimigo íntimo de Bolsonaro’

Leia também: como os parlamentares devem votar na reforma da Previdência? O clima na Venezuela. A chega das ondas de 3 metros e as denúncias contra Beto Richa

  • Giorgio Dal Molin, com colaboração
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TOPO

Após o desastre de Brumadinho, o incêndio no Ninho do Urubu, as enchentes no Rio de Janeiro, agora o acidente de helicóptero que vitimou o jornalista Ricardo Boechat (66) e o piloto Ronaldo Quattrucci (56) consolida um ano de tragédias.

Não podemos esquecer: já é o segundo desastre com morte deste tipo. O primeiro vitimou um PM durante a queda de um helicóptero na Baía de Guanabara. Em 2018, foram 21 acidentes: sete fatais, contabilizado 24 mortos.

O fato de a aeronave, apesar de regular, não ter autorização para transporte de passageiros só mostra quão falha anda a fiscalização. O próprio Boechat destacou instantes antes da morte, na Rádio Band News: “A impunidade é o que rege e comanda a orquestra das tragédias nacionais”. Fato. Basta olhar as manchetes:

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“Quando a gente chora, sofre, lamenta o fato ocorrido ontem, parece estar anestesiado ou gostar da anestesia que nos faz esquecer tão logo surja o fato de amanhã, que terá o mesmíssimo tratamento”, concluiu o jornalista em seu comentário na rádio.

O fato aconteceu, por desgraça, com o próprio Boechat, um jornalista que se reinventou e entrou para história da imprensa brasileira. Ídolo de ouvintes, telespectadores e jornalistas, virou meme por broncas ao vivo. Por falar em meme, o vice-presidente General Mourão é a bola da vez.

Muy amigos

De Brasília, Olavo Soares conta como Mourão causa mal-estar no governo e cria dúvida: ele é amigo ou inimigo de Bolsonaro? Tire sua própria conclusão lendo a matéria. Bolsonaro até tirou sarro: “Você quer me matar?”.

Camarada mesmo foi o presidente do Senado: arquivou CPI da ‘Lava Toga’ por falta de assinaturas. E muy amigo é o líder da Bancada da Bala. Kelly Kadanus mostra como o deputado Capitão Augusto (PR-SP) quer separar o Ministério da Justiça e o Ministério da Segurança Pública, de Sergio Moro.

No Congresso, amigos e adversários se unem e se afastam sobre a proposta de Reforma da Previdência. Como os parlamentares devem votar? Jéssica Sant’Ana conta. Posto de Ipiranga de Bolsonaro, Paulo Guedes tem um argumento amigável para o pessoal: economia de R$ 1 trilhão. Uma promessa recheada de incertezas. E que por outro lado pode turbinar rentabilidade do Tesouro Direto. E, conforme for, derrubar a Bolsa.

Mas essa é a hora das reformas. Na opinião desta Gazeta:

“O quadro geral da economia brasileira e a situação de deterioração acelerada das finanças do setor público consolidado – que inclui municípios, estados, União e empresas estatais – andam tão precários e caminhando para o caos que boa parcela da população já compreendeu que as reformas são necessárias”

Clique aqui e confira o Editorial! 

O editor Fernando Martins apresenta a divisão de turmas na equipe do Governo: a tensão entre a equipe econômica e o restante da Esplanada dos Ministérios põe em dúvida até onde vai a agenda liberal da nova administração federal. Cinco fatos mostram como é difícil para o governo Bolsonaro ‘desmamar’ do estatismo. Em miúdos, tentamos explicar a diferença entre socialismo e o livre mercado no mundo real.

No Paraná o clima de inimizade não é diferente. O deputado estadual Nelson Justus (DEM) desistiu de disputar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Assembleia Legislativa do Paraná. Alegou que o governo estava fortalecendo a candidatura de seu adversário, o Delegado Fernando Francischini (PSL). João Frey conta essa história.

Mas amigos do peito mesmo são cinco países parceiros do Brasil que concentram mais da metade de nossas exportações. Em 2009, representavam 42%. Vandré Kramer diz quais são eles. E João Maroni, direto das lavouras de São Paulo, apresenta: a semente amiga, resistente à seca e que virou sonho de consumo dos agricultores.

Conexão Venezuela

Não é só no Brasil que o pessoal anda buscando aliados. Juan Guaidó, presidente interino do Venezuela, era praticamente desconhecido no exterior há dois meses. Hoje tem apoio e reconhecimento da maioria dos países ocidentais.

No outro lado da moeda, dois meses após uma visita do ditador venezuelano Nicolás Maduro ao colega Recep Erdogan, na Turquia, uma empresa turca importou US$ 41 milhões de dólares de ouro da Venezuela. Outra importação, com o dobro do volume, se seguiu. É impossível saber o paradeiro do ouro venezuelano após pousar na Turquia.

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Migrantes venezuelanos sobem em um caminhão na estrada que liga Cúcuta a Pamplona, na Colômbia. O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, alertou os militares que bloquear a entrada de ajuda humanitária no país é um “crime contra a humanidade”. RAUL ARBOLEDA/AFP

Enquanto o ouro da Venezuela sai do país para destino desconhecido, Maduro envia 700 soldados para a fronteira com a Colômbia, para impedir a entrada de ajuda humanitária no país. E Guaidó recebeu apoio de um coronel do Exército e convocou nova mobilização para pressionar os militares a deixar a ajuda chegar aos venezuelanos.

Sul do Brasil em alerta: ondas de 3 metros.

Do clima quente da [e na] Venezuela para o frio que ameaça voltar ao Sul do Brasil. Uma frente traz ventos fortes e temporais para todo o Paraná e partes de Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o Inmet emitiu alerta laranja válido até a madrugada de quarta-feira (13). A Marinha alerta para ondas que podem chegar a 3 metros.

Também no Paraná, a confirmação de um caso de febre amarela no Litoral e de dois na Região Metropolitana de Curitiba fez aumentar a procura pela vacina na capital. Algumas unidades da saúde já registram faltas pontuais de doses.

Em Santa Catarina, o alerta vem de especialistas que se posicionam contra a homeopatia. Prefeitura, universidade e Ministério da Saúde apostam no uso de homeopatia no tratamento de viciados em crack. Carlos Osi destaca: não deu e não vai dar em nada. Já na capital catarinense, o bom exemplo: a meta até 2030 é ser uma cidade sem lixo.

Se com a saúde não se brinca, com a paciência do cliente também não: consumidor que não consegue trocar milhas por passagem deve ser indenizado.

O pedágio, sempre ele...

Sandro Gabardo (Política Paraná) escreve: O pedágio voltou aos holofotes no Paraná. Por causa do suposto esquema de propina nas concessões das rodovias, uma denúncia contra 33 pessoas, incluindo o ex-governador Beto Richa, foi aceita pelo juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro. Saiba mais sobre o caso e veja como funcionava o esquema de corrupção segundo o MPF. Ainda sobre pedágio, matéria de Katia Brembatti mostra que a Justiça bloqueou parte importante das receitas de uma das concessionárias.

E as estradas, como ficam nesse bolo? Seguem ruins, mostra a reportagem de Cristina Seciuk: um estudo que avalia o desempenho dos estados nos últimos anos destaca que o Paraná melhorou em saúde e segurança, mas que tem desafios em áreas estruturais.

Vamos de leve...

Para fechar este início de semana, matérias especiais:

Um pouco de história. Em sua coluna, Filipe Figueiredo fala sobre o Tratado de Latrão, assinado há 90 anos entre o Reino da Itália e a Santa Sé. É curioso pensar que não faz 150 anos que a cidade de Roma faz parte da Itália.

Trabalhar fora. O Dezeen Jobs mantém uma área com uma espécie de classificados de oportunidades de trabalho, lista as vagas em escritórios de arquitetura, design, decoração e construção ao redor do mundo.

Bom Gourmet. A dúvida que todo cozinheiro amador e profissional tem: quando vale a pena levar as panelas para consertar? O Bom Gourmet explica quais casos que as companheiras de cozinha tem nova chance e quando precisam ir para o lixo.

Trem com cerveja. Em três viagens de trem até Morretes, no litoral do Paraná, um dos vagões vai ter open bar de cerveja. As datas já estão marcadas. Só falta reservar sua passagem!

Tenha um ótimo dia!

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