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Chegou o momento em que os “irmãos siameses” podem se separar
| Foto: Charge do Paixão

Bom dia! Há duas semanas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que ele e seu equivalente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), são “irmãos siameses”. “É um político que admiro e confio”, afirmou. Mas essa unidade pode acabar logo, logo... Tudo por causa de petróleo. Ou melhor, por conta dos recursos que o pré-sal pode gerar.

De um lado, a Câmara (teoricamente) é a chamada “casa do povo”. Do outro, o Senado, a casa que defende (teoricamente) os interesses dos estados. E lá de Brasília, Olavo Soares conta a história que pode separar os irmãos siameses. Mas tem uma coisa que pode unir as duas casas. Está surgindo uma “nova lei de abuso de autoridade” que tem como alvo os auditores da Receita.

Agora, unidos mesmo estão o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro: eles lançaram juntos a campanha publicitária do pacote anticrime. Kelli Kadanus acompanhou de perto.

Por falar em crime, parece que a declaração do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, de que foi ao STF pronto para matar Gilmar Mendes em 2017, está fazendo escola de forma lamentável. Um procurador da Fazenda tentou matar uma juíza federal em São Paulo com facada no pescoço. E olha que o bizarro incentivo sequer está no livro lançado por Janot.

Ainda sobre o livro do ex-PGR, o editor de Ideias Paulo Polzonoff fez um favor a nossos leitores: leu o livro de Janot por você. Vou antecipar uma linha da crítica: “Uma pena que ‘Nada menos que tudo’ fracasse miseravelmente em substituir o personagem da crônica político-jurídica por um homem de verdade”.

E recomendo ainda a leitura do novo Editorial da Gazeta do Povo: O STF hesita em resolver a crise que criou. Segue um trecho:

O Supremo abriu uma caixa de Pandora e não tem a menor ideia de como fechá-la. É razoável que a corte queira fixar um procedimento a seguir nos julgamentos em curso e futuros. Determinar que, a partir de agora, delatados entreguem suas alegações finais apenas depois de tomar conhecimento das peças enviadas pela defesa dos delatores é um passo adicional para garantir o devido processo legal e o direito ao contraditório. É na análise de julgamentos já concluídos que o estrago foi feito.

Economia

Mudando de assunto, muita gente sabe: manter a floresta nativa de pé pode ser um bom negócio. E para conservar a Amazônia, não é necessário deixá-la intocada. Muito pelo contrário, é preciso fortalecer as cadeias produtivas que dependem dela, disse Roberto Palmieri, diretor-executivo adjunto do Imaflora a Andrea Torrente. Um dos melhores exemplos vem da castanha-do-pará. Toda ela vem de área protegida. Não há plantio em área privada.

o isolamento comercial é uma péssima alternativa. Que o diga a Rússia. Passados cinco anos dos esforços de Vladimir Putin em proteger os agricultores russos da competição internacional, o que se vê é aumento generalizado de preços, gasto adicional de US$ 6,9 bilhões por ano com alimentos e benefícios limitados em relação à produção agrícola. É um tiro no pé...

Baita negócio mesmo foi aconteceu na aviação comercial: a compra da participação de 20% na Latam Airlines por parte da americana Delta, uma das maiores companhias do mundo. O que se pode esperar, segundo analistas de mercado, é que a Gol, preterida na aliança, deve reagir com alguma rapidez para mostrar força.

Mundo

A semana tem sido tensa na América do Sul. No Equador, protestos contra medidas econômicas do governo de Lenín Moreno se tornaram violentos e levaram o presidente equatoriano a declarar estado de exceção pelos próximos 60 dias. Os atos foram motivados pela retirada de subsídios que causaram aumento de até 123% no preço dos combustíveis.

No Peru, o presidente Martín Vizcarra deu posse a um novo gabinete ministerial, para substituir os ministros que renunciaram em meio à crise peruana, que levou à dissolução do Congresso. Entenda a relação da Operação Lava Jato com a crise política no país andino.

Na Venezuela de Maduro, um desastre ambiental do qual pouco se ouve falar e anda esquecido pelos líderes mundiais. O Lago Maracaibo, que já foi a salvação econômica do país, está poluído por um "derramamento perene de petróleo". A água está coberta por óleo espesso, o lixo se acumula nas margens do lago e animais tentam procurar alimento no lago poluído para sobreviver.

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