Estado de saúde de Bolsonaro: tomando cloroquina
Estado de saúde de Bolsonaro é bom, segundo o próprio presidente. Nesta terça (7), Bolsonaro postou um vídeo na internet tomando cloroquina.| Foto:

Para começar esse resumo de notícias. Ao revelar seu diagnóstico positivo para Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro comentou que usou hidroxicloroquina ainda antes de sair o resultado do exame. O estado de saúde de Bolsonaro é bom, segundo o próprio paciente, e ainda que não exista uma confirmação científica para a droga, ele publicou um vídeo tomando o remédio.

Na prática. Pelas próprias escolhas, Bolsonaro mostra “na prática” uma nova orientação de tratamento precoce da doença, diretriz essa adotada pelo Ministério da Saúde, liderado pelo general Eduardo Pazzuello. Ela diverge de orientações dos ministros anteriores, os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Fernanda Trisotto e Camila Abrão revelam como a opção do presidente reflete a nova estratégia do Ministério.

Nova rotina. O debate, contudo, vai além do estado de saúde de Bolsonaro: em isolamento, ele quer continuar despachando a distância, apesar da recomendação de repouso. Além do cancelamento de viagens, outros comportamentos do presidente devem ser evitados. Veja como fica o dia a dia de Bolsonaro durante o tratamento contra a Covid-19.

Utilidade pública: além do estado de saúde de Bolsonaro

Testes de Covid-19. A chamada “janela do vírus” para manifestação de sintomas, segundo especialistas, é de cinco dias, em média. Em uma semana, o presidente teve contato com pelo menos 48 políticos e empresários. Vários deles buscaram testes após o anúncio sobre o estado de saúde de Bolsonaro: presidente da Câmara, Rodrigo Maia fará o teste de anticorpos, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, realizará exame daqui a três dias. Relembre os testes para Covid-19 existentes e saiba qual foi aplicado em Bolsonaro.

Anticorpos e vacina. A existência de anticorpos contra um vírus em uma porcentagem da população é uma das maneiras de se alcançar a chamada imunidade rebanho. Contudo, ela parece impraticável no caso do coronavírus; entenda os motivos na reportagem de Helen Mendes. Já Amanda Milléo detalha pesquisas sobre vacinas contra a Covid-19: como elas vão proteger e por quanto tempo.

Atualização. Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, o Brasil chegou a 1.668.589 infectados e 66.741 óbitos por coronavírus. Foram 45.305 casos e 1.254 mortes em 24 horas. Estados como Paraná e Minas Gerais enfrentam alta expansão do vírus. Roger Pereira revela que a ocupação dos leitos adultos de UTI-Covid em Curitiba bateu 94%. O estado paranaense tem quase 34 mil casos e 837 óbitos pela doença.

Minuto Coronavírus

Política e economia

Coronavírus na economia. Nas crises anteriores, as pessoas saíam de um trabalho formal e iam para o informal. Leia na reportagem de Giulia Fontes por que nesta crise a situação é diferente, e a redução do emprego informal é um mau sinal. Por falar em emprego, o decreto que permite prorrogar a redução de salário e suspensão de contratos deve sair nesta quarta (8). Já o prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro, espera uma forte retomada do turismo. Leia a entrevista com jornalista Marcos Tosi. Foz é um dos três principais destinos turísticos do Brasil.

Bolsonaro com Covid. Adversários políticos como o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e os governadores João Doria e Wilson Witzel desejaram melhoras ao estado de saúde de Bolsonaro. Já o deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) disse que o presidente cometeu crime ao retirar a máscara na entrevista em que anunciou o contágio. E o ministro da Justiça, André Mendonça, disse que pedirá investigação sobre um artigo que defende a morte do presidente.

Repercussão internacional. Após o anúncio de Bolsonaro, jornais de todo o mundo relembraram falas em que ele minimizou a pandemia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) desejou pronta recuperação ao presidente. Mas ele não é o primeiro chefe de estado a enfrentar a doença. A Gazeta do Povo fez uma lista de outros líderes mundiais que contraíram coronavírus; confira.

Nos Estados Unidos. O país deu início à retirada formal da OMS, mas forneceu US$ 1,6 bilhão em financiamento a uma empresa de biotecnologia que está desenvolvendo uma vacina contra o coronavírus. Além disso, imigrantes matriculados em instituições de ensino à distância devem deixar o país. Também em solo norte-americano, cidades como Los Angeles, Seattle admitiram que recentes protestos podem ter disseminado a Covid-19. Em alguns, estátuas foram derrubadas e, em meio a campanha eleitoral, Donald Trump fez uma declaração estranha: disse que protegerá o Cristo Redentor do Rio de Janeiro de vândalos.

O que mais você precisa saber hoje

Colunas e artigos

Debates pandêmicos. Colunista da Gazeta do Povo, o filósofo e professor Paulo Cruz busca um novo sentido na pandemia a partir da vida e obra de Viktor Frankl. Em seu blog, Rodrigo Constantino traz o tema do contágio por Covid-19 do presidente Jair Bolsonaro e expõe o “ódio do bem” da turma “humanista”. João Pereira Coutinho traz o lado humano ao debate, e lembra: “Esse vírus não levou apenas vidas. A experiência da quarentena ceifou casamentos”.

Debates essenciais. Colunista econômico, Pedro Menezes oferece uma terceira via para o problema dos entregadores de aplicativos. Gustavo Nogy comenta a carteirada do cidadão engenheiro civil. Em artigo, Bruna Frascolla comenta a entrevista de Fernando Haddad no Roda Viva e mostra saudades das entrevistas de 2018.

Nossa visão

Equilibrando a balança. Com a aposentadoria do ministro Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal, em novembro, o presidente Jair Bolsonaro deve indicar um nome que compartilhe de correntes filosóficas mais conservadoras, antagônicas àquelas defendidas pela maioria da Corte. Esse é o tema do novo editorial da Gazeta do Povo: Equilibrando a balança do STF; leia.

Mesmo os ministros mais progressistas do tribunal deveriam se alegrar com a possibilidade de uma indicação assim. Como bem argumentou o pensador inglês John Stuart Mill em seu livro clássico Sobre a Liberdade, é justamente o contraste com opiniões divergentes que nos permite afirmar a veracidade ou falsidade de uma proposição.

Para inspirar  

Ciência brasileira. Um estudo global da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) conquistou um resultado inédito para a ciência brasileira: eles conseguiram eliminar o vírus HIV de um paciente brasileiro diagnosticado em 2012. Leia o depoimento dos coordenadores da pesquisa e saiba mais sobre essa vitória da Medicina.

Tenha um ótimo dia!

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