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Ministro da Economia, Paulo Guedes: previsão de R$ 149,6 bilhões no rombo de contas públicas para 2021.| Foto: Sérgio Lima/ AFP

Bom dia!

Para começar. Antes de assumir o cargo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmava ser possível zerar o déficit fiscal ainda em 2019. Ao sentar na cadeira, mudou a meta: queria zerar o déficit e economizar R$ 417 bilhões em juros até 2022, no fim do mandato presidencial. Não vai dar mais.

O governo encaminhou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) ao Congresso nesta quarta-feira (15) com previsão de R$ 149,6 bilhões no rombo de contas públicas para 2021. Antes da pandemia do coronavírus, a previsão era déficit de R$ 68,5 bilhões. Agora, para 2022, o governo prevê rombo R$ 127,5 bilhões. Em 2023, R$ 83,3 bilhões.

Além da Covid-19, o que entrou nas contas do governo para mudar os números de forma tão drástica? Confira todos os detalhes na reportagem de Jéssica Sant’Ana, correspondente da Gazeta do Povo em Brasília.

Conteúdo aberto

Equipe fechada. O epidemiologista Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, pediu demissão do cargo na manhã de quarta-feira (15). O ministro Luiz Henrique Mandetta não aceitou. Mas o ministro já admite a própria saída. E há novidades quanto ao isolamento social: o STF sentenciou que prefeitos e governadores podem decretar medidas restritivas sem aval da Presidência da República.

Atualização de casos. Em todo o planeta, mais de 2 milhões de casos de Covid-19 foram confirmados. No Brasil,o Ministério da Saúde informou 1.736 mortes por coronavírus e 28.320 casos; veja mais informações por estados. Somente o Paraná já tem 816 diagnósticos e 41 óbitos. Apesar do aumento geral, cerca de 55% dos pacientes no Brasil já se recuperaram, saiba mais na reportagem de Amanda Milléo. E haverá reforços no atendimento: 840 profissionais de saúde foram convocados a atender em hospitais universitários.

Minuto coronavírus

Exclusivo para assinantes

A China já sabia. Em artigo na Gazeta do Povo, Tobias Hoonhout, da National Review, revela que a China sabia dos riscos da pandemia dias antes de alertar a população. E é justamente lá que o mundo busca equipamentos médicos. De Brasília, Leonardo Desideri explica como será a operação que trará 240 milhões de máscaras ao Brasil. E agora que o estrago global está feito, além de reforçar a infraestrutura de saúde, vale observar também como governos liderados por mulheres viraram exemplo de combate à pandemia.

Entrevistas exclusivas. Correspondente em Brasília, Kelli Kadanus entrevistou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Entenda por que Moro afirma que quer evitar a “antecipação do caos” como consequência da quarentena. Presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) também falou à Gazeta do Povo e defende que o Congresso volte às sessões presenciais o quanto antes. Clique nos links para ler as entrevistas.

Setores em queda e contratos domésticos. O jornalista Andrea Torrente compilou um estudo da Bain & Company e revela quais serão os setores mais e menos afetados na economia quando as coisas voltarem a andar. Mas enquanto elas não andam, é bom esclarecer: além de valer para empresas, as medidas da MP que autoriza suspensão de contratos e redução de jornada também valem para trabalhadores domésticos, confira na reportagem de Giulia Fontes.

Inspiração. Mais de meio século depois de integrar a tropa brasileira responsável pela tomada de Montese das forças nazistas, na Itália, na 2ª Guerra, o ex-pracinha Ermando Piveta, de 99 anos, recebeu alta por coronavírus e recebeu honras militares. Na crônica do dia, o escritor e Paulo Polzonoff ensina a pensar livremente e deixar de ser escravo da peste.

O mais importante de ontem no Brasil

Nossa visão

A irresponsabilidade vai continuar. Após a aprovação de um plano de socorro construído sob os escombros do Plano Mansueto, não é difícil constatar: a irresponsabilidade fiscal dos estados tem tudo para continuar; leia os motivos no editorial da Gazeta do Povo.

Em troca de dezenas de bilhões de reais, governadores e prefeitos só terão de cumprir duas exigências: aplicar em ações de prevenção e combate à pandemia (e já existem dúvidas pertinentes sobre a capacidade de se fiscalizar esse uso), e se abster de oferecer benefícios e isenções fiscais que afetem a arrecadação do ICMS e do ISS, com exceção de benefícios diretamente ligados à Covid-19 e do adiamento de pagamento de impostos por parte de micro e pequenas empresas.

Para inspirar

Como lidar com a insegurança. Em momentos de crise, é bom aprender o que fazer para ser uma pessoa menos insegura; confira no vídeo de Angélica Fravetto. Dica: tudo começa com pequenos passos, ser gentil com você mesmo e até mesmo com sua postura.

Tenha um bom dia.

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