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O ministro da Saúde,  Marcelo Queiroga.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Para começar este resumo de notícias. Em seu segundo dia de depoimentos, a CPI da Covid ouviu nesta quarta-feira (5) o ex-ministro da Saúde Nelson Teich, que teve uma passagem de apenas 29 dias pela pasta. Aos senadores, Teich disse ter pedido demissão quando percebeu que não teria autonomia para conduzir o ministério de acordo com suas convicções, e que a gota d’água foi o desejo do presidente Jair Bolsonaro de massificar o uso da cloroquina para combater a Covid-19. Olavo Soares acompanhou o depoimento e conta o que mais disse o ex-ministro em uma sessão que chegou a ser interrompida por um bate-boca entre senadores.

Próximos depoentes. A CPI já definiu os convocados para a próxima semana. O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Fábio Wajngarten, e o ex-ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, estão entre os depoentes. Bolsonaro sugeriu a aliados a convocação de médicos favoráveis ao tratamento precoce.

Atual governo. Nesta quinta (6), a CPI chega ao atual governo, com os depoimentos do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. Saiba o que esperar dos depoimentos.

Utilidade pública  

Quebra de patentes. O governo de Joe Biden decidiu apoiar a suspensão de direitos de propriedade intelectual sobre as vacinas contra a Covid-19, o que pode permitir a quebra de patente dos imunizantes. Entenda o que isso significa. No Brasil, das 560 milhões de doses que o governo federal anunciou ter contratado, apenas metade foi adquirida.

Asmáticos e hipertensos. Se você é hipertenso ou asmático, atenção: nem todos se enquadram nas descrições de comorbidades listadas pelo Ministério da Saúde para vacinação prioritária contra Covid-19. Saiba quais os critérios para esse grupo. E se você planeja reunir a família no Dia das Mães, veja como tentar reduzir o risco de contágio.

Atualização. O Brasil registrou na quarta mais 2.811 mortes por Covid-19 e 73.295 novos casos da doença, segundo boletim do Ministério da Saúde. Ao todo, o Brasil já contabiliza 14.930.183 diagnósticos positivos e 414.399 óbitos. Quanto à vacinação, até o momento foram imunizados 30.761.904 com a primeira dose e 14.674.453 com a segunda.

Política e economia

Taxa Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central voltou a aumentar a taxa básica de juros. Em reunião, os membros decidiram aumentar a Selic em 0,75 ponto percentual, passando para 3,5% ao ano. Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto de lei que adiava para julho o prazo final para entrega da declaração do Imposto de Renda 2021. E entenda como a alta da inflação vai ajudar o governo a fechar as contas no ano da eleição.

“Direito de ir e vir”. Bolsonaro afirmou que avalia editar um decreto contra as medidas restritivas de governadores e prefeitos no combate à Covid-19, baseado no artigo 5º da Constituição Federal, que garante “o direito de ir e vir”. O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, garantiu que não existe risco de politização das Forças Armadas e que isso é “um ponto pacífico entre os comandantes militares”.

Giro pelo mundo. Após o fracasso de Benjamin Netanyahu em formar a coalizão de governo em Israel, o centrista Yair Lapid tenta consolidar uma frente ampla. Na Colômbia, o presidente Iván Duque relacionou a violência registrada em protestos à ação de grupos criminosos. A Nicarágua aprovou uma reforma eleitoral que limita a participação da oposição nas eleições.

O que mais você precisa saber hoje

Decisão. Juiz absolve ex-presidente Temer, Cunha e Geddel no caso do “Quadrilhão do MDB” na Câmara

Ensino superior. ITA busca avaliação internacional enquanto agências brasileiras fecham portas para inovação

Impostos. IBS é melhor que CBS? Entenda a diferença das propostas que travam a reforma tributária

Inovação. Recorde: startups brasileiras já receberam US$ 2,3 bi em 2021

Colunas e artigos

Marxismo antimarxista. Uma das bíblias do marxismo brasileiro é uma obra... antimarxista. Bruna Frascolla conta que obra é essa e explica a contradição. Madeleine Lacsko traz revelações do divórcio mais quente do momento, do Facebook com o ex-presidente americano Donald Trump. E você já ouviu falar em Sayid Qutb? Flavio Gordon aborda o legado do ideólogo islâmico que foi o mentor da jihad contemporânea.

Nossa visão  

Reforma tributária. Por puro melindre, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), fez as discussões da reforma tributária retrocederem quase que a seu marco zero ao simplesmente extinguir a comissão especial mista sobre o tema, na terça-feira. A decisão veio após a leitura do parecer do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que contrariou as expectativas de Lira e da equipe econômica. Tema para o nosso novo editorial: A reforma tributária, atrasada pela “síndrome de dono da bola”.

Ao portar-se como o típico dono da bola do futebol infantil de rua, levando embora a pelota quando o resultado lhe é desfavorável, Lira criou um enorme impasse e ainda corre o risco de queimar pontes necessárias na construção de uma reforma fundamental para o país. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já mostrou seu desconforto com a decisão. O destino do relatório de Ribeiro e do próprio futuro das discussões sobre a reforma é incerto.

Para inspirar

Educação multitarefa. No mundo de hoje, já é difícil para um adulto lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Imagine então educar uma criança nesse cenário. Raquel Derevecki, do Sempre Família, lista seis passos para educar os filhos em um mundo multitarefa. Tenha um ótimo dia!

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