Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
carlos ramalhete

Criminosa crueldade

Estão usando os ditos transgêneros como bucha de canhão, dando-lhes a expectativa absurda de que seus delírios serão compartilhados pelo grosso da população

No filme À Meia Luz, de 1944, a personagem interpretada pela belíssima Ingrid Bergman vai sendo convencida pelo marido de que está louca. Negando veementemente a realidade, ele faz de tudo para que ela mesma duvide do que os próprios olhos veem. Uma campanha cara e bem coordenada vem tentando fazer a mesma coisa com a totalidade da nossa população; assim como no filme, todavia, chega uma hora em que o absurdo da tentativa se torna aparente demais.

Alguns anos atrás, escrevi aqui sobre o triste incidente em que o grande desenhista Laerte, vivendo a triste ilusão de ser agora uma senhora idosa, tentou usar o banheiro feminino de um restaurante. De lá pra cá, este absurdo foi fartamente patrocinado e inflado, tentando fazer do delírio de poucos uma loucura coletiva, para assim enfraquecer os laços pessoais e familiares que fortalecem a sociedade civil contra os aspirantes a ditador. Trata-se de campanha cara e bem orquestrada, e em outros países já há até casos mais alucinados, como o do escândalo farisaico do cantor Bruce Springsteen com uma lei estadual americana que manda os homens usarem o banheiro masculino e as mulheres, o feminino. Ora, escandaloso é tal lei ser necessária.

Estão tentando fazer do delírio de poucos uma loucura coletiva

É inegável que haja pessoas incapazes de lidar com a realidade dos fatos biológicos e alimentam a ilusão de pertencerem ao sexo oposto. Trata-se, contudo, de um problema seríssimo na percepção de si mesmo. Apesar de ser mais grave e mais aberrante, por dizer respeito a algo tão básico e essencial quanto a distinção entre o masculino ou o feminino, é de grau, não de essência, a diferença entre o dito transgênero, que julga pertencer ao sexo oposto, e o anoréxico esquelético que se vê gordo ao espelho, ou o vigoréxico musculoso ao ponto da hipertrofia e envenenado de esteroides, que ao se olhar no espelho crê-se magro e fraco.

Transtornos de autoimagem são mentais, não físicos. As causas são muitas, mas o que temos em todas elas é alguém que patologicamente não gosta de si mesmo, alguém que nega o valor do que vê no espelho e julga ser o que não é.

O que se vem fazendo com algumas dessas pobres pessoas, no entanto, é criminosamente cruel. Para atacar a sociedade, estão usando os ditos transgêneros como bucha de canhão, dando-lhes a expectativa absurda de que seus delírios serão compartilhados pelo grosso da população. Os pobres rapazes são convencidos de que, se saírem à rua de vestidinho de chita, serão percebidos por todos como as mulheres que eles não são, ganhando, entre outros, o privilégio de usar o banheiro feminino! Ora, isso é tão cruel quanto seria levar uma mocinha anoréxica de 30 quilos para comprar roupas numa loja para obesas.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.