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Efraim Rodrigues

Lixo de cidade

  • Porefraim@efraim.com.br
  • 04/03/2010 21:10

Muita gente crê na atuação conjunta do Estado, iniciativa privada e cidadãos para resolver problemas ambientais. Não sou um deles. É no cidadão que começa e acaba tudo que diz respeito ao ambiente.

Se sua cidade não tem coleta seletiva, se não há produto sem muita embalagem, se não há aquecedores solares mais baratos, tudo isso não é culpa da indústria que quer explorar oportunidades ou de políticos que querem ganhar votos. Se as pessoas quisessem aquecedores solares e coleta seletiva, o mercado, seja ele de dinheiro ou de votos, ofereceria para elas. Assim chegamos ao lixo.

Deixe-me adivinhar algo sobre o lixo de sua cidade.

O lixão está com a capacidade esgotada. O município está brigando com o órgão ambiental que está ameaçando impedir a entrada de mais lixo. Neste caso o ministério público está ao lado do órgão ambiental, apesar das várias divergências com ele. A prefeitura diz que vai compostar, separar, incinerar e que sua cidade será um exemplo no tratamento do lixo, mas só em algum momento do futuro...

Se o cidadão separasse o lixo orgânico do reciclável, os lixões é que seriam descartáveis, não os recursos naturais que colocamos neles. Uma vez que orgânicos e recicláveis tenham passado um tempo junto, contaminam um ao outro, prejudicando tanto a compostagem quanto a reciclagem.

As duas maiores cidades do Paraná, não por coincidência, vivem problemas parecidos com seus lixões/aterros, com taxas de reciclagem também parecidas, é claro que ambas querem ser a melhor, mas estão as duas aí pelos 25%.

Reciclar 1 em cada 4 kg de lixo é comparativamente excelente, mas medíocre em si. Isso implica dizer que três em cada quatro cidadãos não compreendem o que é o lixo e para onde ele vai. Depois de uma década explicando, relativizando e dando a outra face, é chegada a hora de dizer com todas as letras que aqueles que não são capazes de fazer uma coisa banal e sem custo como separar o lixo são retardados mentais e não merecem nem mesmo o termo adequado àqueles que não compreendem a realidade por outras circunstâncias. São retardados mentais porque escolheram estar alheios à realidade.

Londrina e Curitiba se orgulham de reciclar mais lixo, em termos absolutos, que São Paulo. Na cidade que é mais desvairada que pauliceia, somente 1% do lixo é reciclado e, mesmo assim, 35% do reciclado é mandado para o lixão porque a prefeitura da cidade mais industrializada do país não é capaz de encontrar interessados no material. Gilberto Kassab neste aspecto reeditou Paulo Maluf, que mandava os caminhões de reciclagem direto para o lixão.

O recorde nacional de Londrina e Curitiba deve mesmo ser comemorado porque é resultado de muito trabalho, mas não deve servir para nos confundir. Ambas cidades possuem três quartos de retardados mentais.

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