Rigorosamente todas as vezes em que se levanta a discussão sobre o conteúdo da reforma na legislação trabalhista, vozes nervosas surgem dizendo que a reforma é apenas um pretexto para retirar direitos e conquistas dos trabalhadores. Assim, o debate tem sido mais passional do que racional, o que acaba por dificultar um exame mais amplo das mudanças nas regras. O problema é que o país não avança nas discussões e, muito menos, nas reformas, mesmo sabendo que a legislação envelheceu e tornou-se inadequada. O funcionamento da economia atual exige regras modernas, sem que seja necessário destruir os aspectos positivos que a CLT contém. Essa legislação foi feita quando o país era uma economia rural, foi atualizada para a economia industrial, mas não serve a um tempo em que tudo mudou, a população se urbanizou e as cidades tornaram-se entes de funcionamento complexo. É preciso colocar um mínimo de racionalidade nesse debate, mesmo sabendo que diferentes pontos de vista são normais e devem ser arbitradas no fórum certo: o Congresso Nacional.
Editorial 2







