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Editorial

O custo da instabilidade

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  • 06/11/2007 18:42

Neste início de novembro os empresários brasileiros foram pegos de surpresa com a medida tomada pela Petrobrás de reduzir em 17% o fornecimento de gás natural para Rio de Janeiro e São Paulo. O impacto inicial sobre o setor industrial será a impossibilidade de as fábricas funcionarem e produzirem regularmente. Essa situação pode ser analisada em termos de forma e de essência.

Quanto à forma, a atitude é lamentável, pois a Petrobrás diminuiu o fornecimento sem consultar as empresas-clientes. Cada empresa tem suas peculiaridades e o mínimo que se espera de um fornecedor é que consulte o cliente sobre eventuais dificuldades de abastecimento. No apagão de energia em 2001, o comitê gestor da crise chamou os empresários para verificar como os cortes poderiam ser realizados com o menor prejuízo possível para a economia em geral e para cada empresa em particular. Na época, verificou-se que determinadas fábricas perderiam toda a matéria-prima estocada caso o abastecimento fosse interrompido por duas horas apenas, a exemplo daquelas que usavam o leite com insumo industrial.

Apesar do prestígio de que goza a Petrobrás, nesse episódio específico essa empresa deu mostras de falha no planejamento estratégico. As decisões foram infelizes e espera-se que isso não se constitua prática rotineira daqui para a frente. A empresa alega que avisou sobre os cortes com alguns dias de antecedência. A questão, porém, não é essa. Primeiramente, alguns dias pouco significam para plantas industriais complexas. Segundo, o plano deveria ser debatido e elaborado pela Petrobrás em conjunto com os clientes.

Quanto à essência, a Petrobrás alega que adotou esses cortes para garantir o abastecimento às termelétricas que funcionam a gás natural, para enfrentar a ameaça de falta de energia elétrica. O receio de que essa ameaça se concretize teria levado a Petrobrás a deslocar o abastecimento de gás para as usinas que produzem energia elétrica. O problema é que muitas indústrias modificaram suas fábricas para que funcionassem à base de gás natural exatamente por indução do governo e da Petrobrás. Assim, muitos estão se achando ingênuos, porque acreditaram no governo e alteraram suas plantas industriais, razões pelas quais podem ser punidos com cortes no abastecimento.

O planejamento estatal deve ser impositivo para o governo e indicativo para o setor privado. Isto é, o governo deve dizer à sociedade o que vai fazer, e deve fazê-lo (planejamento impositivo), permitindo ao meio empresarial tomar suas decisões de investimentos com base nos rumos dos investimentos públicos. A instabilidade e o descumprimento de planos e projetos pelo governo impõem custos de transações para o setor privado e desestimulam os investimentos em novos negócios. Ou, por outra, inibem o crescimento econômico.

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