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Editorial

O Paraná pede equilíbrio

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  • 16/02/2007 17:59

Citado pelo governador na cerimônia de ontem, de abertura dos trabalhos legislativos, o filósofo grego Aristóteles merece ter suas lições presentes em nossa cena política. De fato, o inspirador da estrutura lógica que até hoje dá corpo às formações políticas ocidentais, definiu o ser humano como um ente gregário. Mas Aristóteles também ensinou que a virtude, principalmente do homem público, reside no equilíbrio de quem se situa no meio termo entre atributos opostos.

Na mesma corrente, outro pensador da antiga civilização chinesa, Lao-Tsé, ensinava que o bom governante exerce sua função de forma tão equilibrada que ela não é sentida como peso pelos cidadãos. Mais recentemente os enciclopedistas franceses, os utopistas britânicos e os constituintes americanos defenderam o princípio de que a democracia republicana deve ser um regime em que os líderes se destacam pela virtude de um caráter bem formado, dotado de equilibrada maturidade para servir o seu povo.

Para evitar que a democracia se torne frágil, um teórico italiano da escola de Norberto Bobbio escreveu que se não pudermos assentar a República nos melhores, pelo menos devemos nos esforçar para evitar o governo dos piores. Lamentavelmente esta é a situação atual no Paraná, onde o desequilíbrio no comportamento do senhor governador causa perplexidade e leva a perdas reais.

Reeleito por escassa maioria relativa – que agora se põe a justificar com fabulações típicas de quem "tortura os números para distorcer realidades" – o chefe do Executivo estadual, em vez de tentar remediar essa rejeição por uma política de vistas largas, não perde ocasião de destilar sua frustração, investindo contra personalidades e segmentos representativos de nossa sociedade. Assim, na última segunda-feira, ao desfilar sua cantilena de esquerda contra o agronegócio, atacou as cooperativas agropecuárias paranaenses; deslembrado de que sem essas organizações solidárias não teríamos como agregar valor à produção rural via transformação em bens intermediários ou de consumo final.

No dia seguinte Sua Exa. aproveitou outro evento para disparar acusações levianas contra o prefeito de Curitiba e outras personalidades a quem o Paraná e o Brasil muito devem, por sua contribuição relevante para a restauração da democracia. Além de afrontar a memória do ex-governador e ex-senador José Richa – vilipêndio censurável pelas leis de qualquer sociedade civilizada –, o governador confirmou a suspensão dos convênios que beneficiariam obras públicas no município de Curitiba da ordem de R$ 50 milhões: pavimentação de ruas, construção de obras de arte e similares.

A propósito, é preciso lembrar que a atual administração estadual tem bloqueado projetos vitais de interesse da capital paranaense e de sua região metropolitana: Contorno Ferroviário, a conclusão do Anel Viário no setor Norte, uma solução sustentável para o Aterro da Cachimba e outros. Isso sem cogitarmos das perdas sofridas pelo estado – ampliação do Aeroporto Afonso Pena, construção do novo cais no Porto de Paranaguá – cujas verbas de origem federal acabaram desviadas para outras regiões por sucessivos obstáculos opostos pelo governo estadual. Em vez de benefícios, danos como o polêmico caso da aftosa que destroçou a pecuária bovina. No balanço de perdas sob o atual governo cabe arrolar, ainda, o confronto com empreendimentos de base multinacional, como a tentativa de acobertar invasão do MST às instalações de pesquisa da Syngenta; o desvio de empreendimentos de ponta como uma indústria de pneus para a Bahia e o bloqueio à construção de pequenas centrais hidrelétricas – PCHs; miopia esquerdista que se esconde atrás da bandeira ambiental.

Por tudo isso, como respondeu o sempre ponderado Euclides Scalco, "grande parte dos paranaenses não aceita o comando de quem pretende ser um líder, mas é impedido pela tirania de seu perturbado e permanente estado emocional".

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