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Editorial 1

O que ainda falta?

  • 19/04/2010 21:01

A Mesa Diretora da Assembleia Legisla­­tiva prossegue "rasgando" a Consti­­tuição da República, apesar da retórica de transparência e modernização. A revelação feita pela reportagem da série "Diários Secretos", publicada ontem, de que o Legislativo estadual continua a manter secretos parte de seus atos oficiais é uma afronta desmedida à sociedade paranaense. Conforme foi divulgado pela Gazeta do Povo e pela RPC TV, passado um mês do início da série, o modo de trabalhar da Assembleia permanece o mes­­mo. Em três diários consultados, o Legislativo manteve 36 atos em segredo. Nova reportagem publicada hoje mostra que 22 funcionários do Legislativo citados na série "Diários Secretos" foram exonerados com data retroativa para os primeiros dias de março.

Há duas semanas, neste mesmo espaço, a Gazeta do Povo afirmou que era urgente o afastamento da Mesa Diretora da Assembleia, a fim de evitar interferências e garantir o aces­­so total às provas necessárias para a condução das investigações. Resta alguma dúvida agora? O que falta para que ocorra o afastamento de todos os deputados que possuem cargo na Mesa Diretora?

Ao ocultar informações que deveriam ser públicas por determinação da Constituição e ao usar expedientes como o de exonerações retroativas, os deputados que dirigem o Le­­gislativo paranaense jogam por terra qualquer pretensa boa vontade em colaborar com as investigações e tornar mais transparente a Casa do Povo. As investigações correm sério ris­­co de se tornarem uma fábula, com a permanência da atual Mesa Diretora, em especial de Nelson Justus, do Democratas, na presidência, e de Alexandre Curi, do PMDB, na primeira secretaria. É inadmissível que se continue a edição de atos secretos.

Quanto mais o tempo passa, maior o risco de que as investigações encontrem obstáculos como a nova edição de atos secretos. Não há garantias que isso não possa ocorrer. Como parece que as investigações do Ministério Público acontecem de forma mais demorada que a capacidade do órgão investigado em produzir provas em seu favor, resta aos próprios deputados tomar uma atitude moralizadora na Casa.

Até o momento, a Mesa Diretora conta com o apoio da maioria dos deputados. Somente os parlamentares do PPS – Marcelo Rangel, Felipe Lucas e Douglas Fabrício – e o deputado petista Tadeu Veneri se insurgiram contra a administração da Casa. É de se questionar os motivos existentes para que todos os demais mantenham o apoio, ainda que pouco explícito, à Mesa Diretora. Estariam eles realmente preocupados em esclarecer as denúncias levantadas? Essa questão os próprios parlamentares deveriam responder. Mas não com palavras vazias na tribuna da Assembleia. A sociedade espera que os deputados realizem ações efetivas de mudança. E isso passa pelo afastamento da Mesa Diretora, cuja atuação tem sido tão nociva para o esclarecimento dos fatos levantados. O cargo de deputado confere a eles responsabilidades. Essas responsabilidades, no en­­tanto, estão sendo negligenciadas. Está passan­­do da hora de assumirem que são parlamentares e que possuem o dever de tomar atitudes compatíveis com a importância do cargo.

É curioso notar que embora seja um ano eleitoral, os parlamentares não parecem tão preocupados com os efeitos que o maior escândalo já revelado na Assembleia possa ter em suas carreiras políticas. Votos à parte, estão perdendo uma boa oportunidade de passar o Legislativo a limpo e de restaurar a imagem da Casa.

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