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Editorial

A reforma da Previdência e os rompantes desnecessários

  • PorGazeta do Povo
  • 17/06/2019 18:38
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, após reunião
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, após reunião.| Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O padrão de vida médio de um povo depende do quanto a nação produz em relação ao tamanho da população. Em um país pobre, a única possibilidade de superação da pobreza e elevação do padrão de bem-estar social é pelo aumento da produção nacional acima do aumento da população. Não há meio de sair da pobreza sem crescimento econômico, e este, por sua vez, depende das expectativas, da crença no futuro e na capacidade do país em solucionar seus problemas. As expectativas exercem um papel na mente das pessoas; suas decisões e ações são estimuladas ou inibidas conforme as expectativas e a confiança no país.

Nesse sentido, nada é mais importante no Brasil de hoje do que a demonstração de que a nação – sociedade e governo – é capaz de resolver os graves problemas existentes, como o desequilíbrio das contas do setor estatal, os déficits públicos crônicos, a falência estrutural da Previdência Social tanto dos trabalhadores privados quanto dos funcionários públicos, a gigantesca taxa de corrupção, o baixo nível educacional e a eterna instabilidade política.

Executivo e Legislativo estão juntos no esforço para aprovar a Nova Previdência. Isso exige níveis excepcionais de lealdade, cooperação e maturidade

É nesse contexto que entram os últimos acontecimentos ligados ao projeto de reforma da Previdência que o governo de Jair Bolsonaro enviou para o Congresso Nacional. Com a divulgação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), trazendo mudanças que reduziram a economia prevista para menos de R$ 1 trilhão em dez anos, com uma redistribuição de recursos para compensar parte das perdas causadas pelas alterações, o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez duras críticas aos deputados na sexta-feira passada, dia 14. Como Guedes fez questão de tornar pública a sua insatisfação, demonstrando aquela falta de traquejo político que o próprio ministro já admitiu no passado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também se pronunciou publicamente, dizendo que estava protegendo a reforma da "usina de crises" do governo; nesta segunda-feira, dia 17, Maia acrescentou que as críticas de Guedes uniram o Legislativo em torno da proposta, e atacou o ministro de forma mais incisiva por outro motivo, a demissão de Joaquim Levy do cargo de presidente do BNDES.

A legislação confere aos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados um grande poder: sozinhos, eles têm a capacidade de definir o que o parlamento vai votar e o que não vai. Decidem o que pôr e o que tirar da pauta das duas casas legislativas, de forma que acabam sendo os únicos a definir que problemas serão enfrentados e quais serão deixados de lado. Um poder que pode ser fatal para o país se usado para atrasar a tramitação de projetos essenciais para a nação, mas que pode vir para o bem quando seu detentor se compromete com as pautas fundamentais para a retomada do crescimento.

Maia, é verdade, já esteve em rota de colisão frontal com o governo federal. No fim de março, após cobranças do ministro Sergio Moro relativas ao pacote anticrime e críticas do sempre verborrágico vereador Carlos Bolsonaro nas mídias sociais, o presidente da Câmara insinuou que deixaria a articulação política para a aprovação das mudanças na aposentadoria, chegando a dizer que “o governo é um deserto de ideias” e que estava “cansado de apanhar”. Em maio, o presidente da Câmara foi apontado como mentor de uma articulação do Centrão para propor um projeto alternativo à reforma de Bolsonaro e Paulo Guedes.

Leia também: A reforma da Previdência não aceita mais desperdício de tempo (editorial de 13 de junho de 2019)

Leia também: A recessão e a ameaça (editorial de 19 de maio de 2019)

Mais recentemente, no entanto, Maia tem demonstrado um comprometimento notável com a aprovação da reforma da Previdência. O “projeto alternativo” foi abandonado; logo depois das manifestações do dia 26 de maio, Maia se encontrou com Bolsonaro e os presidentes do Senado e do STF, resultando no anúncio de um pacto para a retomada do crescimento no país. Com a possibilidade de as festas juninas atrapalharem a votação do parecer de Moreira na Comissão Especial, Maia vem articulando com líderes partidários para evitar o esvaziamento da Câmara – qualquer novo atraso na tramitação dará menos tempo ao plenário para que aprove a reforma antes do recesso de julho.

A sociedade já entendeu que a reforma é necessária, sob pena de lançar o país num buraco financeiro com consequências trágicas para as contas públicas e para as futuras gerações. Mudanças de humor, tuítes desastrados e ataques públicos totalmente evitáveis já fizeram o mercado e os agentes econômicos balançarem para um lado e para o outro por muitos meses. É hora de pensar no Brasil e trabalhar em favor das soluções tão necessárias. Os principais personagens precisam compreender que Executivo e Legislativo estão juntos no esforço para aprovar a Nova Previdência. Isso exige níveis excepcionais de lealdade, cooperação e maturidade para resolver divergências, expondo-as primeiro diretamente ao interlocutor; e, se for necessário levar algum tema a público, fazê-lo de forma respeitosa com aqueles que comungam dos mesmos objetivos. Debater o mérito das medidas e sugerir alterações é atitude legítima, mas sem se deixar levar por rompantes de indignação sempre tornados públicos – especialmente agora, quando as perspectivas de aprovação nunca foram tão positivas.

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Comentários [ 11 ]

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  • R

    RMSL

    ± 3 horas

    Este NHONHO teve 74 mil votos e quer mandar no Brasil, sendo que Bolsonaro teve 57 Milhões. Nós queremos a Reforma que Bolsonaro prometeu, de 1 Trilhão, e não a que o Nhonho quer...

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    • C

      CARLOS FELIX

      ± 4 horas

      Rodrigo Maia é o melhor representante da cultura política que predomina no legislativo brasileiro. É a melhor expressão da ética, honestidade e integridade moral da cooperativa partidária Centrão. É a imagem no espelho Rio de Janeiro. É o Botafogo na planilha .

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      • E

        Elias Quadros

        ± 4 horas

        Contribuição de 35 anos e idade mínima de 65 anos. Além dos pobretões esta regra valerá para militares, políticos, juízes, desembargadores, promotores, procuradores e outros nababos? Claro que não né Elias. Mas a reforma, segundo os colonistas, é para cortar privilégios.

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        2 Respostas
        • E

          Elias Quadros

          ± 3 horas

          Freitas: como se militares, estados e municípios já estão fora do relatório?

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        • F

          Freitas

          ± 4 horas

          Sim, essas regras valerão para juízes, desembargadores e procuradores. Afinal, eles são enquadrados como SERVIDORES PÚBLICOS.

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      • H

        Henrique Medeiros Duarte

        ± 5 horas

        O que é difícil entender é ter um Rodrigo Maia como presidente do congresso, por ai se vê o quanto o Brasileiro ainda vota mal, esse tal de "Centrão" liderados antes por Cunha, agora por Maia do DEM é uma vergonha, políticos que não estão nem ai com o Brasil só pensam em interesses próprio, essa politicagem nojenta que a toda hora querem alterar alguma coisa na reforma da previdência, que nas próximas eleições o povo comece a escolher melhor seus representantes, chega dos mesmos: PMDB DEM PSDB PP...........

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        • F

          Freitas

          ± 4 horas

          Se fosse um outro, um radical, adeus reformas.

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      • H

        HBF

        ± 6 horas

        Ninguém é obrigado a ter sangue de barata. O ser humano às vezes perde a paciência.

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        • I

          Indignado

          ± 7 horas

          Rodrigo Maia é o Líder do "PIP - Partido dos Interesses Próprios". Todos os de****dos e Senadores que se opõem ao Governo Bolsonaro, estão filiados a esse partidos. Já passou da hora, o país está a caminho da Venezuela. Só as pessoas do bem poderá salvar essa nação. Acorda Brasil !

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          • U

            Umberto Jorge de Oliveira

            ± 11 horas

            Rodrigo Maia é um "oportunista desértico" e representante da política da corrupção. Agora que o governo Bolsonsro deu credibilidade à Reforma da Previdência, esse "cavalo de Tróia", a verdadeira face da "oficina de crise", tem a petulância de se mostrar como o "avalista" da aprovação das reformas? Não só a da Previdência? Ponha-se no lugar da sua insignificãncia!! Em poucos meses sairás do lugar onde NUNCA deverias ter estado...

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            • C

              Carlos Antonio Heidrich

              ± 12 horas

              Aprovar uma reforma da Previdência cheia de proteção a grupos que tem forte lobby, como os funcionários públicos federais, deixando de lado os estados e municípios, superprotegendo os militares, não tocando nas classes privilegiadas, e a mesmo tempo eternizando sacanagens como aquela que faz de conta que o dinheiro tirado dos trabalhadores nos idos anteriores a Julho/1994 simplesmente não existiu, apenas porque foi em "outras moedas" é um acinte com a classe trabalhadora da iniciativa privada. E não venham com essa conversinha de que "tem que aprovar a toque de caixa senão o país quebra", de que a nova Previdência "vai gerar milhões de empregos" e por aí vai. Basta de ferrar o setor civil.

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