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Editorial

A segunda corrida pela vacina

  • PorGazeta do Povo
  • 02/12/2020 18:12
O Reino Unido se tornou o primeiro país a aprovar a vacina contra a Covid-19 da Pfizer-BioNTech para uso geral.
O Reino Unido se tornou o primeiro país a aprovar a vacina contra a Covid-19 da Pfizer-BioNTech para uso geral.| Foto: Justin Tallis/AFP

Em 1.º de dezembro de 2019, a cidade chinesa de Wuhan registrou o primeiro caso de uma síndrome respiratória grave e até então desconhecida. Desde então, o novo coronavírus, causador da Covid-19, se transformou em pandemia global. Um ano e um dia depois deste primeiro registro, no entanto, veio a notícia animadora: a autoridade sanitária britânica, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA, equivalente à Anvisa no Brasil), informou ter aprovado uma vacina para uso no país. A aplicação do imunizante desenvolvido pela Pfizer/BioNTech deve começar na semana que vem, com 800 mil doses direcionadas a profissionais de saúde e idosos acima de 80 anos.

O Reino Unido, portanto, se torna o primeiro país a aprovar uma vacina após todas as fases de teste – Rússia e na China já vinham aplicando de forma experimental vacinas desenvolvidas localmente, mas elas ainda não concluíram os estágios finais de teste em humanos – e a Pfizer/BioNTech é o primeiro consórcio de empresas farmacêuticas a cruzar a linha de chegada em uma corrida com vários outros competidores. Além da evolução tecnológica, do grau de cooperação internacional e do senso de urgência que estão levando ao desenvolvimento de vacinas em tempo recorde, um detalhe burocrático também ajudou a acelerar a aprovação: autoridades sanitárias mundo afora estão analisando as informações de potenciais vacinas quase em tempo real, à medida que elas vão sendo levantadas – anteriormente, os laboratórios forneciam os dados às autoridades apenas depois que todo o processo de testes estivesse concluído.

Sem vacinas suficientes para toda a população global em um primeiro momento, há o grande risco de se repetir o “cada um por si” visto no início da pandemia em relação a insumos médicos e hospitalares

Com a corrida pelo desenvolvimento de mais vacinas ainda em andamento, a aprovação do imunizante da Pfizer/BioNTech dá o tiro de largada para uma segunda corrida, em que cada país buscará garantir à sua população as doses necessárias para criar a imunidade coletiva que permitirá o retorno à normalidade pré-pandemia. O governo britânico adquiriu 40 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech, mas, somando todas as outras encomendas feitas a laboratórios cujas vacinas ainda estão em testes, o total chega a 350 milhões de doses, para um país de quase 70 milhões de habitantes. O Canadá foi ainda mais longe: os acordos para a aquisição de sete vacinas diferentes garantirão quase dez doses por pessoa, quando o mais provável é que a imunização ocorra com uma ou duas doses, dependendo da vacina. Um dos laboratórios que recebeu encomendas do governo canadense já garantiu que o país será um dos primeiros da fila.

Sem vacinas suficientes para toda a população global em um primeiro momento, há o grande risco de se repetir o “cada um por si” visto no início da pandemia em relação a insumos médicos e hospitalares. Uma das primeiras vozes a soar o alerta para essa situação foi a do papa Francisco. Em agosto, durante uma audiência, o pontífice afirmou: “Seria triste se nessa vacina contra a Covid-19 fosse dada a prioridade aos mais ricos! Seria triste se esta vacina se tornasse propriedade desta ou daquela nação e não universal para todos”. Mais recentemente, a Organização das Nações Unidas previu que um cenário no qual os países mais pobres demorem a ter acesso à vacina intensificará crises humanitárias causadas pela pandemia e por outros fatores, como conflitos bélicos e as mudanças climáticas, levando ao maior desastre do gênero desde a Segunda Guerra Mundial. E o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou que o efeito deletério da pandemia sobre os salários está apenas no início, com as mulheres e os trabalhadores de baixa remuneração figurando entre os principais prejudicados.

A América Latina é uma das regiões que podem ser mais afetadas, segundo a ONU. Cerca de um terço dos latino-americanos e caribenhos entrará 2021 em situação de pobreza, o pior número desde 2005. A vacina, sozinha, não consegue reverter esse cenário, mas é condição necessária para uma recuperação mais robusta. Neste sentido, é positivo o fato de o Ministério da Saúde já ter apresentado uma estratégia para a vacinação contra a Covid-19 no Brasil. O plano, infelizmente, contempla pouco menos da metade da população brasileira, limitação imposta pelo número de doses encomendadas pela União até o momento. O ministro Eduardo Pazuello se mostrou frustrado com as recentes conversas com laboratórios na tentativa de ampliar essa oferta. Garantir uma cobertura vacinal mais ampla, que efetivamente livre o país da Covid-19, dependerá de mais boas notícias neste campo, com o sucesso de outras vacinas, e da participação de estados, municípios e iniciativa privada para suprir a demanda.

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Comentários [ 9 ]

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  • M

    Marlene

    ± 8 horas

    O que não está sendo dito ,e deveria ser gritado a pleno pulmões e que não sabemos quais efeitos futuros essas vacinas poderão produzir nas pessoas! Na verdade,ninguém pode afirmar nada sobre isso,uma vez que e tudo novo! Vale a pena o risco? Como disse o Dr.Alessandro Loyola,vacina,Covid 19,tudo isso e uma cortina de fumaça para esconder o que está por trás ,algo muito mais profundo: sistema de governo único ! Por que de repente tenho a impressão que a GZP,aceitou rápido a ideia da vacina? E por que os laboratórios fabricantes querem se isentar de possíveis riscos a população ?

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    • M

      Marlene

      ± 8 horas

      O que não está sendo dito ,e deveria ser gritado a pleno pulmões e que não sabemos quais efeitos futuros essas vacinas poderão produzir nas pessoas! Na verdade,ninguém pode afirmar nada sobre isso,uma vez que e tudo novo! Vale a pena o risco? Como disse o Dr.Alessandro Loyola,vacina,Covid 19,tudo isso e uma cortina de fumaça para esconder o que está por trás ,algo muito mais profundo: sistema de governo único ! Por que de repente tenho a impressão que a GZP,aceitou rápido a ideia da vacina? E por que os laboratórios fabricantes querem se isentar de possíveis riscos a população ?

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      • L

        Lucano

        ± 9 horas

        Eu esperava um Editorial a respeito do toque de recolher no Paraná. A frase do ano é a do Presidente: "Como é fácil implantar uma ditadura no Brasil". Não vejo ninguém comentar o fato de Curitiba ter apenas 1,7 UTIs por 10 MIL habitantes. Isso é um vexame. Deveria haver um levante. Estamos nas mãos desse aprendiz de feiticeiro. Esperava mais da imprensa dita independente.

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        • H

          Heinz Egon Landgraf

          ± 18 horas

          O bioterrorismo promovido pela China irá multiplicar o tamanho do mercado de vacinas. Não é por acaso que megainvestidores como Bill Gates estão apostando pesado nesse negócio.

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          • J

            Júlio

            ± 18 horas

            As grandes potências mundiais agem como sempre agiram , com profundo egoísmo e desumanidade , explorando as populações e as riquezas dos países mais pobres! Dá nojo da hipocrisia ecologista progressista de nações que sempre destruíram a natureza, escravizaram e segregaram o Ser Humano mais fraco e hoje figuram hipocritamente como defensores a natureza e igualdade do ser humano! O Presidente Jair messias Bolsonaro tem que acordar e trabalhar com urgência para vacinar a população inteira com rapidez, senão o brasil vai ficar para traz! e a desgraça da pandemia vai se prorrogar por 2021 inteiro! deus nos abençõe!

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            • S

              SANDRO

              ± 20 horas

              Mas com esse presidente e esse ministro da Saúde, nosso destino é triste. Os caras são muito incompetentes. Vade retro!!

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              • V

                Vanderlei

                ± 21 horas

                Os ditos "Países ricos" que já possuem 7, 10 vacinas para cada habitante, enquanto países pobres só vão ter acesso a daqui alguns anos, são os mesmos que "defendem a natureza" não se importando com as populações dois países pobres que tem riquezas naturais! Na verdade eles só pensam nos seus próprios interesses e essa pandemia só está escancarando isso!!

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                • M

                  Mário Kume

                  ± 22 horas

                  O velho ditado que diz, que quem afoga agarra até em palha é a situação mundial atras da bendita vacina. O maior cuidado que as autoridades precisam ter é autorizar vacinas comprovadamente seguras. Nesta corrida existem muitas empresas "aventurando" para faturar mais alto...

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                  • A

                    Adão Borges.

                    ± 24 horas

                    Augusto Nunes acertou nos Pingos, a Inglaterra vai sair na frente, no que tange vacina. Agora, esse alarmismo do Papa e da Onu está igual as matérias que diziam, que o mundo iria acabar no ano 2000.

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