Essa proposta é redundante. Sou professor de Ensino Religioso e jamais deixei de apresentar a teoria criacionista, assim como as demais. E, saindo de uma experiência profissional para a da fé pessoal, penso que mais importante do que refletir sobre o início da criação do homem – independentemente se ele veio do macaco, de uma explosão ou se foi criado por algo ou alguém, é refletir sobre o momento em que ele tomou consciência e se deu conta de que existe algo superior a ele.

Paulo Sérgio de Faria

Criacionismo 2

Muito pertinente a discussão sobre a proposta de ensinar o criacionismo nas escolas públicas. Estamos no século 21, não cabendo mais os proselitismos religiosos como esse do criacionismo. Embora se deva respeitar a religião e a fé dos indivíduos, espero também que os fundamentalistas religiosos nos poupem de suas posições dogmáticas.

Francisco Lutero Luehring

Criacionismo 3

Qual o motivo de não ensinar o criacionismo? Negar o ensinamento de uma corrente que suscitou várias discussões é ignorância. Creio no evolucionismo, que cientificamente vai se encaminhando para sua comprovação; contudo, até chegar a isso, estudei sobre o criacionismo, assim como muitos cientistas analisaram a abiogênese e biogênese e outras correntes científicas a fim de chegar a uma decisão.

Victor Gressler Wontroba

Aborto

Sobre o artigo "Aborto clandestino, corrupção e impunidade" (Gazeta, 12/11), o direito à vida está acima de qualquer outro direito, então não importa o motivo pelo qual se quer fazer um aborto. O útero realmente não é propriedade pública, assim como nossa casa também não o é; porém, não tenho direito de matar em minha residência por ser a mesma propriedade particular. Carlos Fernandes

Multiparentalidade

A Justiça se sobrepõe à natureza humana. Uma pessoa só pode nascer da união entre um homem e uma mulher e suas origens fazem parte da sua identidade, do seu eu, enquanto ser único e inigualável. Mas, juridicamente, a referência de um só pai e uma só mãe pode ser extirpada, remodelada, adequada, moldada, fabricada, conforme o que se achar conveniente (no momento), a ponto de uma pessoa ter três mães? E o que dizer das decisões que permitem alterar o gênero da pessoa na própria certidão de nascimento? Aonde vamos parar e a que preço? Patricia Wander Broock

Médicos cubanos

Concordo plenamente com o editorial sobre a questão trabalhista dos médicos cubanos (Gazeta, 12/11): eles devem receber integralmente seus salários. Porém, o cumprimento de leis trabalhistas dignas faria com que os irmãos Castro perdessem imediatamente o interesse pelo Mais Médicos. Por outro lado, a análise de que em uma situação emergencial um médico sem Revalida é melhor que médico algum me parece superficial, pois o governo atual já tinha 11 anos no poder quando "percebeu" a emergência. Um governo comprometido fomentaria a construção de hospitais, saneamento básico e pagaria os profissionais da saúde brasileiros tanto quanto paga aos ditadores de Cuba.

Marcus Vinícius Telles Fadel, médico

Honestidade 1

Sobre o editorial "O triste estímulo à desonestidade" (Gazeta, 12/11), é claro que cada um deve evitar pequenas infrações! Afinal, que moral eu posso ter para cobrar que meus representantes políticos não aparelhem a máquina pública, se eu consegui uma vaga em determinada escola pública somente porque o diretor é meu conhecido? Apenas não entendi por que CGU e MPU deflagram campanhas pelas redes sociais para alertar e conscientizar a sociedade em vez de exercer a sua função, e cobrar ética e moral dos ocupantes de cargos públicos.

Denise Bandeira

Honestidade 2

Discordo de que a melhora tem de começar por baixo. Quem está no topo da política é que deve dar o exemplo. Numa sociedade em que tudo se concentra para prejudicar o cidadão, qualquer chance de tirar vantagem já é, por si mesma, uma vantagem. Se os políticos atuarem em benefício das pessoas, aí, sim, elas não vão mais precisar agir de forma desonesta.

Henrique Giacomitti

Petrobras

Segundo o jornal britânico Financial Times, o Departamento de Justiça dos EUA e a Securities and Exchange Commission abriram uma investigação contra a Petrobras. Esse é um bom sinal, pois quem praticou corrupção na Petrobras será atingido tanto pela legislação americana quanto pela brasileira, e as investigações têm tudo para chegar a um bom termo. A presença americana na investigação do petrolão é uma certeza de que não será possível esconder ou segurar nada. E, pelo andar da carruagem, os envolvidos nesse caso já devem estar bastante preocupados. Edgard Gobbi, Campinas – SP

Flanelinhas

A informação de que um flanelinha ganha R$ 5 mil por mês na atividade, e faz uma viagem ao exterior por ano, é um deboche aos demais trabalhadores sérios. Não aguento mais ser cobrado. Ou é a Urbs que tarifa os estacionamentos até as 19 horas ou os flanelinhas depois desse horário. Parece ser uma terceirização de serviços.

Claudio Todeschini

Imigrantes

Sobre o editorial "Viver juntos no século 21" (Gazeta, 10/11), o governo, com sua propaganda mentirosa, posa de "gostoso" lá fora e atrai imigrantes de países pobres, iludindo-os no tocante à realidade – a de que nem sequer consegue cuidar dos seus pobres. Não se trata de xenofobia. O caso é que o Brasil, Curitiba inclusa, tem os seus próprios problemas, que devem ser resolvidos antes de se trazer mais moradores para cá.

Gilberto Nascimento

Governo 1

Dá a impressão de que ninguém quer ficar para o próximo mandato de Dilma. Esse abandono já foi notado desde a campanha, só os eleitores não perceberam que o PT está desgastado e se arrastando. Espero que o Congresso, principalmente a oposição, possa ter voz ativa. Caso contrário, o barco irá à deriva.

Joacir Souza dos Santos

Governo 2

A presidente está negociando com os partidos para trocar vários ministros no novo mandato. Pelas notícias, estão tentando atender aos interesses do Planalto, dos partidos e dos políticos. O povo, que sustenta todo mundo, é que deveria ter seus interesses atendidos, mas para os políticos só seus próprios interesses é que contam.

Mário A. Dente, São Paulo – SP

Juiz 1

Um juiz nada mais é do que um advogado que passou em concurso. Isso não lhe dá direito de transgredir a lei, especialmente a Constituição, pela qual todos são iguais perante a lei. O caso em pauta mais parece abuso de autoridade. Estamos cheios de "otoridades" neste país. Qualquer advogado se acha no direito de ser doutor, embora nunca tenha feito doutorado.

Michael Mull

Juiz 2

O TJ-RJ manteve a indenização devida por uma agente de trânsito ao juiz flagrado sem documentos. Infelizmente, é essa a Justiça brasileira. Um verdadeiro corporativismo. Eles só pensam em si próprios, pois aumentam seus ganhos com verbas esdrúxulas e produzem muito pouco.

Paulo Roberto Lauer

Protestos

Tive enorme satisfação ao ler o editorial "Golpismo e democracia" (Gazeta, 8/11), que denuncia o golpismo que, embora decantado por uma minoria, não deixa de constituir um "ovo de serpente". Tenho notado a ausência de nossa mídia na condenação desses atos e a Gazeta constitui, pois, uma honrosa exceção. Considero que os responsáveis por esses atos, por estarem cometendo um crime, deveriam ser responsabilizados.

Antonio Carlos Pacheco, engenheiro agrônomo

Segurança pública

A segurança pública só vai melhorar quando o secretário de Segurança não for designado por conchavos políticos. A violência acontece onde não há policiais. O marginal não vai cometer um crime diante de um policial. Nas áreas policiadas, as ações do banditismo são nulas. É aí que se evidencia a importância da atuação de um secretário de Segurança que entenda de policiamento preventivo fardado. A segurança depende de um governador com mãos firmes, um secretário competente em harmonia com o comandante militar e o delegado-chefe civil, e um bom efetivo. O resto é só politicagem.

Edison Bindi, São José dos Pinhais – PR

Violência

O custo da violência no Brasil, de R$ 258 bilhões no ano passado, é fruto da educação precária. Políticas que não educam fazem prevalecer a lei de "quem pode mais chora menos", a lei da violência. É preciso que o governo imite os países mais evoluídos e não se espelhe no bolivarianismo.

Laudi Vedana, Pato Branco – PR

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