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Segurança

Atlas da Violência: cidades que se destacam com baixas taxas de homicídios no PR

  • PorVivian Faria, especial para a Gazeta do Povo
  • 16/08/2019 15:23
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Atlas da Violência aponta as cidades com maior e menor índice de assassinatos no Paraná.| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Com 14 homicídios registrados em 2017, Apucarana, no centro-norte do estado, é a cidade paranaense de médio porte com o menor índice de assassinatos no Paraná: 10,9 a cada 100 mil habitantes. O dado é do Atlas da Violência 2019 - Retrato dos Municípios, relatório produzido pela Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

O estudo considera como de médio porte os municípios que têm entre 100 e 500 mil habitantes - acima disso no Paraná, consideradas de grande porte, apenas Curitiba e Londrina. Para o grupo de municípios de médio porte, a taxa média de homicídio naquele ano foi de 37,1 a cada 100 mil habitantes. Além de Apucarana, outras 11 dessas cidades do Paraná ficaram com índice abaixo da média: Foz do Iguaçu, Guarapuava, Campo Largo, Umuarama, Cascavel, Ponta Grossa, Arapongas, Cambé, Toledo e Maringá - sendo que os últimos quatro tiveram taxas próximas à de Apucarana.

Para chegar ao topo do ranking de cidades com menos homicídios, Apucarana precisou reduzir consideravelmente a ocorrência desse tipo de crime. De acordo com o Atlas da Violência de 2017, em 2016 a taxa de assassinatos no município foi de 19,8 a cada 100 mil habitantes. Para o delegado adjunto do município, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, a redução é resultado de um trabalho integrado entre as polícias civil e militar. “Conseguimos fazer um trabalho em conjunto, temos uma parceria muito forte”, diz.

Entre as ações destacadas por Rodrigues estão o policiamento preventivo e ostensivo, feito pela PM, assim como o combate ao tráfico de drogas na região e as investigações dos assassinatos registrados. O delegado estima que, entre 2017 e 2018, a taxa de elucidação dos crimes ficou acima de 80%.

Rodrigues explica que não há um motivo prevalente para os homicídios registrados na cidade. Embora haja mortes relacionadas ao tráfico de drogas, há também assassinatos entre cônjuges - feminicídio ou não -, e aqueles decorrentes de brigas de rua ou bares.

2018 e 2019

Em Apucarana, a tendência de queda verificada entre as duas edições mais recentes do Atlas da Violência deve se manter - pelo menos na próxima edição. De acordo com dados da Sesp, foram registrados apenas quatro homicídios no município em 2018 - três deles, no segundo semestre do ano.

Contudo, é importante deixar claro que há uma diferença na metodologia da análise feita pela Sesp e da análise feita pelo Ministério da Saúde, que também integra o Atlas. Com isso, os números finais podem ser diferentes dos registrados pela secretaria.

Ainda conforme as estatísticas compiladas pela Sesp, em 2019, o município já ultrapassou o número de homicídios do ano anterior: no primeiro semestre, foram registrados cinco assassinatos.

Outros municípios com baixas taxas

Outros três municípios da região centro-norte do Paraná estão entre os que registraram taxas de homicídio que se aproximam da mais baixa do estado em 2017: Arapongas, Cambé e Maringá. Além delas, Toledo, na região oeste, também ficou entre as cidades com menos assassinatos.

Dessas, o menor índice foi o de Maringá: 12,7 a cada 100 mil habitantes ou 49 homicídios ao todo - o que chama ainda mais atenção dado o tamanho da cidade, que tinha naquele ano 406 mil de habitantes. Em seguida, vieram Toledo, com 13,3; Cambé, com 15,2; e Arapongas, com 16.

Em comparação com os dados do Atlas do ano anterior, os índices mostram que houve queda nos assassinatos em Toledo, Cambé e Arapongas. A diminuição mais significativa foi nesta última, passando de 21,4 a cada mil habitantes, em 2016, para 16. Em Toledo o número passou de 18,7 para 13,3; em Cambé a redução foi pequena, de 15,3 para 15,2.

Sesp destaca integração das polícias

De acordo com a Sesp, nesses casos, assim como no de Apucarana, é possível associar a redução no número de crimes ao trabalho integrado feito pelas polícias civil e militar, o qual combate o crime organizado em todo o estado. Em nota, a secretaria explicou que a integração de forças, a inteligência e o planejamento, aliados ao trabalho constante nas ruas “são fatores que contribuíram nos últimos anos e continuam colaborando com a redução da criminalidade, principalmente no que se refere a homicídios, furtos e roubos”.

A Sesp exemplificou utilizando informações colhidas pela própria secretaria sobre o primeiro semestre de 2019 para todo o estado. Conforme elas, a redução no número de homicídios foi de 20% em relação ao mesmo período de 2018.

Considerando os dados da secretaria para todo o ano de 2018 sobre as cidades, é possível dizer que a tendência de queda se manteve. Toledo teve apenas 10 assassinatos, contra 18 de 2017; Cambé foi para 6 (foram 15 em 2017); e Arapongas ficou um pouco acima das duas, com 12 - abaixo dos 19 do ano anterior.

Para 2019, porém, Toledo e Arapongas já correm o risco de ver o número voltar a crescer, pois somente no primeiro semestre já registraram 9 e 12 assassinatos, respectivamente.

Maringá viu o índice subir levemente em 2017, já que, em 2016, ele era de 12,2. Contudo, a tendência, conforme os dados da Sesp é de a taxa voltar a cair. Em 2018, a cidade teve 35 assassinatos registrados e, no primeiro semestre de 2019, foram 13.

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